
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Verniz para investigar a origem de R$ 574.526,34 usados na compra de móveis destinados a uma residência ocupada pelo ex-governador Wilson Lima, em Manaus. Os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo entre fevereiro e setembro de 2020.
A investigação atual é um desdobramento da Operação Sangria, iniciada em junho de 2020 para apurar suspeitas de fraude na aquisição de respiradores durante a pandemia de Covid-19. Foi durante o cumprimento de mandados daquela fase que os investigadores identificaram os gastos com a reforma do imóvel.
Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o arquiteto responsável pela obra. O objetivo é esclarecer a procedência dos recursos e a eventual participação de intermediários para ocultar os responsáveis pelas transações.
Em nota sobre a nova operação, a defesa de Wilson Lima afirmou que o ex-governador não foi alvo de buscas recentes e declarou desconhecer qualquer ação contra ele. Manifestações anteriores das defesas do ex-governador e da ex-primeira-dama negaram irregularidades nas reformas do imóvel.
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