
A Defensoria Pública do Amazonas estabeleceu o prazo de até dez dias para que os prontos-socorros de Manaus apresentem dados detalhados sobre o perfil dos pacientes atendidos entre janeiro e setembro deste ano. A medida integra uma investigação sobre a retenção de macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, problema apontado como fator para mais de dois mil atendimentos não realizados no período.
A cobrança foi definida durante reunião realizada na sede da Defensoria, no bairro Aleixo, com representantes da Secretaria de Estado de Saúde e de unidades de saúde como os hospitais Platão Araújo, João Lúcio, 28 de Agosto e a UPA Campos Sales. Os estabelecimentos também devem informar, no prazo de 24 horas, a quantidade de pacientes com câncer que aguardam transferência para unidades especializadas.
De acordo com o órgão, o objetivo é verificar a gravidade dos casos, as principais doenças que motivam internações e se a demanda recebida corresponde ao nível de complexidade das unidades. Gestores apontaram que parte dos atendimentos poderia ser direcionada para UPAs e SPAs, mas a Defensoria questiona a capacidade dessas unidades de absorver os casos, citando limitações como a falta de ortopedistas e equipamentos.
O levantamento preliminar indica ainda que a retenção de macas é mais frequente à noite e nos fins de semana. Além disso, a discussão abordou a ocupação prolongada de leitos por pacientes que já receberam alta médica, mas continuam internados devido à falta de condições sociais ou familiares para o retorno ao domicílio.
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