Defesa de Bolsonaro contesta decisão de Alexandre de Moraes após negativa de internação hospitalar
Advogados do ex-presidente afirmam que exames são necessários para avaliar sequelas de saúde; equipe jurídica estuda medidas legais para reverter proibição do STF.
07/01/2026 às 07h57
Por: Danilo Andrade
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A equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (7), que pretende adotar medidas legais imediatas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar um pedido para que o ex-mandatário fosse internado em uma unidade hospitalar para a realização de novos exames médicos.
Os advogados argumentam que Bolsonaro necessita de uma avaliação clínica profunda em ambiente hospitalar para monitorar complicações decorrentes da facada sofrida em 2018, que têm gerado obstruções intestinais recorrentes. Segundo a defesa, a negativa do magistrado representa um risco à integridade física do ex-presidente e um cerceamento ao seu direito fundamental à saúde.
A decisão de Moraes baseou-se no entendimento de que, até o momento, não foram apresentados laudos que comprovem a impossibilidade de realizar os exames de forma ambulatorial ou a urgência extrema que justifique a internação sob as atuais restrições judiciais impostas a Bolsonaro. Em resposta, os advogados planejam protocolar um recurso para que o plenário do STF revise a decisão, insistindo na necessidade do acompanhamento médico especializado.
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