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Desaparecimento de Motogirl em Manaus gera revolta entre motoboys após reaparecimento

Após o retorno de Fernanda Lima, áudio em que ela afirma querer “ficar longe de tudo e de todos” revolta colegas de profissão.

11/11/2025 às 11h07
Por: Danilo Andrade
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Desaparecimento de Motogirl em Manaus gera revolta entre motoboys após reaparecimento

O suposto desaparecimento da motogirl Fernanda Lima, em Manaus, continua gerando repercussão nas redes sociais e entre os motoboys da capital. Fernanda foi dada como desaparecida após aceitar uma corrida com destino a Iranduba, cidade localizada a 27 quilômetros de Manaus. O caso mobilizou diversos trabalhadores da categoria que realizaram buscas pelo desaparecimento da colega.

No entanto, quando Fernanda foi localizada e voltou a se comunicar com seus colegas, a situação tomou outro rumo. Em um áudio que circulou entre os motoboys, ela revelou que não estava desaparecida, mas sim exausta e que queria "ficar longe de tudo e de todos". Essa revelação causou indignação entre os profissionais que haviam se mobilizado para encontrar a motogirl.

Um dos motoboys, que preferiu não se identificar, expressou sua frustração, não apenas com o desaparecimento de Fernanda, mas também com os baixos valores das corridas, especialmente durante o período em que muitos estavam em Iranduba procurando por ela. Em um desabafo, o motoboy criticou a plataforma de aplicativos de transporte, alegando que as corridas estavam mal remuneradas e que ele precisou até mesmo "desligar o celular" para conseguir descansar.

“Estou recusando corrida, passando raiva, desligo o aplicativo, ligo de novo, reinicio o celular, falo com Deus… tu é doido, é? Eu não sei por que o aplicativo não muda o valor. Toca cinco vezes a mesma corrida: '15 km, oito reais'. Ninguém pega, ninguém aceita. Quem vai aceitar essa corrida de merda? Só quem estiver passando fome”, disse ele, visivelmente revoltado com a situação.

A reação negativa foi ainda mais intensa quando o motoboy ouviu o áudio de Fernanda, esclarecendo que ela não estava desaparecida, mas que só precisava de um tempo para ficar longe de tudo. O tom do desabafo reflete a insatisfação entre os trabalhadores da categoria, que se sentiram frustrados com o ocorrido.

“Olha, não sei se é verdade, não sei se é mentira, não sei se é brincadeira, mas eu ouvi um áudio aqui no grupo falando sobre a garota, que ela está normal, está viva e que ela só queria ficar longe de tudo… que po**a é essa, hein? A gente foi procurar ela no ramal e ela estava aonde? Meu Deus do céu, mulher. Onde tu estava?”, questionou o motoboy, em tom de indignação.

A situação gerou um intenso debate sobre a responsabilidade das plataformas de transporte, a valorização dos trabalhadores da área e a falta de transparência em casos como esse. O caso ainda continua repercutindo, e a tensão entre os motoboys da cidade permanece alta.

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