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Israel aprova assentamento na Cisjordânia que ameaça viabilidade de Estado palestino

Plano de 3.500 apartamentos na área E1, próximo a Jerusalém, divide território palestino em dois e ignora pressões internacionais

21/08/2025 às 11h32
Por: Danilo Andrade
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Israel aprova assentamento na Cisjordânia que ameaça viabilidade de Estado palestino

O governo de Israel aprovou nesta quarta-feira (20) a construção de um assentamento com 3.500 apartamentos na área E1, uma faixa estratégica a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada. O projeto, aprovado pelo Comitê de Planejamento e Construção israelense, divide o território palestino em dois blocos desconectados e isola Jerusalém Oriental – futura capital proposta para um Estado palestino – do resto da Cisjordânia.

A decisão, relatada pela imprensa israelense e pela Associated Press, ignora décadas de condenação internacional. O plano estava paralisado desde 2012 devido a pressões de aliados como a União Europeia e os Estados Unidos (sob governos anteriores). Agora, com o aval do gabinete de Benjamin Netanyahu, as obras devem iniciar em 2025, expandindo o assentamento de Maale Adumim – que já abriga 37 mil colonos.

Críticos alertam que o assentamento inviabiliza geographicamente a solução de dois Estados, tema já fragilizado pela guerra em Gaza. A ONU classificou a medida como "violação do direito internacional", enquanto a Autoridade Palestina a chamou de "declaração de guerra à paz".

O momento é sensível: a aprovação ocorre durante negociações de cessar-fogo em Gaza e debates sobre reconstrução pós-conflito. A comunidade internacional teme que a medida acentue a violência na Cisjordânia, onde confrontos diários entre colonos e palestinos já intensificaram.

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