
A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre a morte da empresária e ex-sinhazinha do boi-bumbá Garantido, Djidja Cardoso, e vai indiciar 11 pessoas, incluindo a mãe e o irmão da vítima. Conforme divulgado nesta quarta-feira (19) pelo delegado Cícero Túlio, a dupla será indiciada por tortura com resultado de morte, tráfico de drogas e outros 12 crimes.
O grupo é suspeito de fornecer e distribuir cetamina, além de incentivar e promover seu uso recreativo. A polícia está investigando se a morte de Djidja foi causada por overdose da substância.
Além da mãe e irmão de Djidja, estão presos funcionários do salão de beleza da família, o ex-namorado da empresária, o coach e ex-personal trainer da família, e dois funcionários de uma clínica veterinária suspeita de fornecer a cetamina.
A Justiça do Amazonas concedeu prisão domiciliar à maquiadora Claudiele Santos da Silva, ao maquiador Marlisson Vasconcelos Dantas e a um dos funcionários da clínica veterinária.
De acordo com a investigação, Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja, costumava gravar a família sob efeito de cetamina, registrando os momentos das aplicações. Essas imagens foram incluídas na investigação e mostram cenas na casa onde Djidja foi encontrada morta.
Djidja Cardoso foi encontrada morta no dia 28 de maio. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou um edema cerebral como causa da morte, afetando o funcionamento do coração e da respiração, mas não especificou o que levou ao quadro. A principal hipótese é que a morte esteja relacionada a uma overdose de cetamina. O resultado final da necrópsia e o exame toxicológico devem ser concluídos ainda este mês.
O delegado Cícero Túlio convocou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira (20) para fornecer mais detalhes sobre o fim das investigações.
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