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Nos 48 anos de existência da BR-319, Dan Câmara crê que a rodovia tenha um legado a deixar

O deputado Comandante Dan (Podemos) lembrou a passagem dos 48 anos de abertura oficial da BR-319, acontecido em 27 de março de 1976, com a presença do então presidente da República, general Ernesto Geisel.

27/03/2024 às 15h31
Por: Danilo Andrade
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Nos 48 anos de existência da BR-319, Dan Câmara crê que a rodovia tenha um legado a deixar

O deputado Comandante Dan (Podemos) lembrou a passagem dos 48 anos de abertura oficial da BR-319, acontecido em 27 de março de 1976, com a presença do então presidente da República, general Ernesto Geisel. O parlamentar considera que a data remete à luta pela integração da Amazônia e por melhores condições de infraestrutura logística aos povos da Região.

A rodovia federal que liga Manaus a Porto Velho (RO) tem 885 km de extensão - 820 no Amazonas e 64 em Rondônia e, quando da inauguração, poderia ser percorrida em aproximadamente 12 horas. Mas 12 anos após a sua inauguração, a falta de manutenção a tornou praticamente intrafegável, a partir de 1988.

“Não tenho dúvida que ela pode ser um vetor de desenvolvimento, em muitos aspectos, mas hoje ela é apenas o testemunho do abandono a que muitas vezes é submetido o homem da Amazônia”, declarou Dan Câmara. 

Em 2023, após a queda das pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim não terem uma resolução efetiva, nem pelo transporte de balsa, nem na construção das novas pontes, Câmara representou no Ministério Público Federal contra a Superintendência Regional do DNIT, na tentativa de solucionar as questões. 

“Não conseguíamos sequer levar o então superintendente à Assembleia Legislativa para se explicar quanto àquela tragédia, precisávamos tomar uma atitude mais drástica; também realizamos uma infinidade de outras ações para tentar solucionar o impasse que vivem os municípios atingindo pela queda”, declarou  o parlamentar. Ele lembra que o episódio deixou 5 mortos e 14 feridos e que até hoje não se apurou responsáveis.

Dan Câmara afirmou que começa a enxergar uma luz no fim do túnel: “aos poucos conseguimos vencer a resistência e conversar com os órgãos regionais do governo federal, que agora já nos recebem e participam das audiências públicas que realizamos nos municípios de Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Manaquiri e Nova Olinda”. Mas ele ressalta: “a BR-319 não é só o trecho do meio, nem só asfalto, há muitos desafios a vencer, inclusive na questão do monitoramento e segurança; com os rios da Amazônia tomados por piratas e narcotraficantes, não podemos permitir que a rodovia tenha o mesmo destino”.

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