
Festival de Parintins fortalece indústria de alimentos e impulsiona bioeconomia no Amazonas
Muito além do espetáculo protagonizado pelos bois Caprichoso e Garantido, o Festival Folclórico de Parintins movimenta a economia amazonense e fortalece a indústria de alimentos e bebidas. A avaliação é do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (Siam), que destaca o evento como um dos principais impulsionadores da bioeconomia e do desenvolvimento regional.
Segundo a entidade, o aumento da circulação de turistas e o consumo de produtos típicos geram um efeito positivo em toda a cadeia produtiva, desde comunidades fornecedoras de matérias-primas até empresas responsáveis pela industrialização de alimentos e bebidas.
Produtos regionais ganham destaque durante o festival
Durante o período do Festival de Parintins, cresce significativamente a procura por produtos amazônicos como açaí, guaraná, cupuaçu e castanha-do-brasil. A maior demanda beneficia indústrias locais de polpas, bebidas, doces e alimentos derivados da biodiversidade amazônica.
Para o presidente do Siam, Pedro Monteiro, o festival demonstra que a bioeconomia já representa uma realidade econômica para o estado.
Segundo ele, o evento evidencia que é possível agregar valor aos recursos naturais da Amazônia por meio da industrialização sustentável, gerando emprego, renda e oportunidades sem comprometer a preservação da floresta.
Logística continua sendo um dos principais desafios
Apesar do cenário positivo para as vendas, o Siam destaca que a infraestrutura logística ainda representa um dos maiores desafios para o setor.
Grande parte dos alimentos e bebidas destinados ao município de Parintins é transportada por via fluvial, exigindo planejamento antecipado e elevando os custos operacionais das empresas.
O sindicato defende investimentos permanentes em portos, embarcações mais eficientes e na ampliação da oferta de energia elétrica no interior, considerada essencial para garantir a conservação de produtos perecíveis durante o transporte e armazenamento.
Além dos resultados econômicos gerados durante o festival, o Siam defende políticas públicas capazes de transformar esse aquecimento sazonal em desenvolvimento contínuo para o Amazonas.
Entre as propostas estão o fortalecimento da agroindústria no interior, a capacitação de produtores locais e a certificação de origem dos alimentos produzidos na região.
Segundo a entidade, ampliar a industrialização de produtos amazônicos representa uma alternativa para diversificar a economia do estado, gerar empregos e consolidar o Amazonas como referência em bioeconomia e produção sustentável.
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