
DOCUMENTOS CONTESTAM VERSÃO OFICIAL SOBRE DEMISSÃO EM MASSA NO 6º CARTÓRIO DE MANAUS
Uma denúncia apresentada por ex-funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus levanta questionamentos sobre a intervenção realizada na serventia e sobre a demissão coletiva de profissionais que atuavam no local.
Segundo os denunciantes, registros de auditoria do sistema cartorário indicariam inconsistências em procedimentos relacionados ao trâmite de registros imobiliários envolvendo uma grande construtora. O grupo sustenta que os desligamentos ocorreram após a comunicação dessas supostas irregularidades aos órgãos responsáveis.
A versão apresentada pelos ex-funcionários diverge da nota divulgada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, que atribuiu os desligamentos a situações de abandono de trabalho e insubordinação.
De acordo com os documentos apresentados pelos denunciantes, relatórios extraídos do sistema CartSys registrariam alterações em procedimentos administrativos relacionados à tramitação de títulos imobiliários.
Os ex-servidores afirmam que exigências anteriormente registradas teriam sido posteriormente modificadas, resultando na supressão de determinadas notas devolutivas e exigências documentais.
Segundo o grupo, as alterações teriam ocorrido durante o período de intervenção administrativa da serventia.
Os trabalhadores afirmam que protocolaram comunicação formal relatando as supostas irregularidades.
Segundo a denúncia, menos de 24 horas após essa manifestação, toda a equipe técnica teria sido desligada e impedida de acessar os sistemas internos.
Os ex-funcionários alegam que a medida teve caráter retaliatório. Já a versão oficial apresentada pela Corregedoria aponta motivos administrativos relacionados à condução dos trabalhos durante a intervenção.
O grupo também relata que houve episódios de pressão psicológica e assédio moral durante o período de intervenção.
Segundo os denunciantes, diversos colaboradores precisaram se afastar por recomendação médica em razão de problemas emocionais relacionados ao ambiente de trabalho.
As alegações ainda não foram analisadas judicialmente e deverão ser objeto de eventual apuração pelos órgãos competentes.
Os denunciantes informaram que pretendem encaminhar a documentação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
O objetivo é solicitar a análise dos fatos relatados, incluindo os procedimentos adotados durante a intervenção, os desligamentos em massa e a eventual existência de irregularidades administrativas.
O Portal Oamazones mantém espaço aberto para manifestações da Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, da administração responsável pela intervenção, do Conselho Nacional de Justiça, da construtora mencionada pelos denunciantes e de quaisquer outros citados na denúncia.
Até o momento, não houve decisão judicial reconhecendo as alegações apresentadas pelos ex-funcionários.
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