
O X-Caboquinho é o maior patrimônio gastronômico de Manaus quando o assunto é comida de rua. Reconhecido em 2019 como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade, ele representa a fusão entre a herança indígena, africana e nordestina.
O nome do sanduíche é uma brincadeira: o “X” faz referência aos tradicionais hambúrgueres americanos, enquanto “Caboquinho” homenageia os caboclos, habitantes mestiços da Amazônia.
Sua popularidade consolidou-o como o café da manhã definitivo dos manauaras.
Tucumã (Indígena): polpa amarela e fibrosa, rica em vitamina A e sabor levemente amendoado.
Banana-Pacova (Africana/Tropical): frita, caramelizada, traz doçura e maciez.
Queijo Coalho (Nordestino): salgado, equilibra os outros sabores.
Pão Francês: crocante e fresco, conhecido em Manaus como pão de massa grossa.
Manteiga: passada nas duas metades do pão.
Fritar a banana: Em frigideira com manteiga ou óleo, até dourar.
Grelhar o queijo: Criar casquinha dourada em ambos os lados.
Preparar o pão: Cortar ao meio, passar manteiga e selar rapidamente se desejar.
Montar: Primeiro o queijo quente, depois a banana frita, e finalizar com as lascas de tucumã. Fechar o pão e pressionar levemente.
O X-Caboquinho é tradicionalmente acompanhado por:
Café com leite quentinho;
Suco de taperebá (cajá) gelado.
Feira do Parque Dez
Mercado Adolpho Lisboa
Bancas tradicionais na orla da Ponta Negra, especialmente aos domingos de manhã.
O sanduíche oferece uma experiência única da cultura amazonense, unindo sabores, história e tradição em cada mordida.
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