
Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Ministério da Saúde está ampliando o acesso das mulheres amazonenses a métodos contraceptivos de longa duração.
A oficina “Qualificação para inserção do implante subdérmico contraceptivo na Atenção Primária à Saúde (APS)", realizada pelo Núcleo de Apoio à Saúde Sexual e Reprodutiva (Nuasser) da UEA, capacitou médicos e enfermeiros para a inserção do Implanon, além de orientar sobre acolhimento e diálogo com as pacientes.
A etapa prática ocorreu de 1º a 3 de junho na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da UEA. Ao todo, 108 profissionais de 36 municípios participaram, incluindo representantes de Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant e Beruri. A expectativa é alcançar todos os 62 municípios do estado.
Durante a capacitação, cerca de 324 implantes foram inseridos em pacientes-modelo voluntárias, priorizando adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social, como aquelas em situação de rua.
De acordo com a Prof.ª Dra. Lihsieh Marrero, a iniciativa busca reduzir a mortalidade materna e neonatal e prevenir gravidezes não planejadas. A formação capacita os profissionais para levar o Implanon à população do interior do Amazonas.
A secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde da SES-AM, Diana Lima, reforçou que o projeto amplia o acesso ao contraceptivo e promove a qualificação profissional nos 62 municípios.
O Implanon é um implante subdérmico de longa duração, com eficácia de até três anos. É inserido sob a pele do braço e não exige manutenção durante esse período. Após a remoção, a fertilidade retorna rapidamente e um novo implante pode ser colocado pelo SUS, se desejado.
O implante faz parte da política de métodos contraceptivos gratuitos do SUS, que inclui preservativos, DIU de cobre, pílulas hormonais e laqueadura, entre outros. Apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Participantes da capacitação, como a mãe Thayana Lima, destacaram o acolhimento e a oportunidade de acessar o método de forma segura. Profissionais de saúde do interior, como a enfermeira Eduarda Rocha, afirmam que a formação permitirá multiplicar o conhecimento em seus municípios e oferecer mais opções de contraceptivos para mulheres.
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