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Moradores de Santa Etelvina protestam após quatro dias sem água em Manaus

Famílias relatam dificuldades para cozinhar, tomar banho e manter a rotina; Águas de Manaus atribui problema a manutenção elétrica no sistema Mundo Novo

30/04/2026 às 17h47
Por: Danilo Andrade
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Moradores de Santa Etelvina protestam após quatro dias sem água em Manaus

Moradores do bairro Santa Etelvina, na zona norte de Manaus, enfrentam transtornos após quatro dias sem água nas torneiras. A situação também foi relatada por moradores do Cidadão 7 e de outros bairros da capital.

Com o abastecimento comprometido, famílias afirmam que estão comprando galões de água mineral para cozinhar, lavar louça e realizar tarefas básicas do dia a dia. Outros moradores dizem depender da ajuda de vizinhos de áreas menos afetadas para conseguir alguns litros de água.

Moradores relatam situação difícil

A falta de água provocou revolta na comunidade e levou moradores a realizarem protestos. Segundo relatos, a situação tem afetado diretamente a rotina de famílias inteiras, principalmente idosos, crianças e pessoas que não têm condições de comprar água com frequência.

Durante a manifestação, uma moradora classificou o cenário como desumano.

“Estamos vivendo como se fosse racionamento de guerra. Não temos água para tomar banho, para cozinhar, para nada. É desumano”, afirmou.

Outro morador disse que a comunidade se sente abandonada e cobrou uma solução definitiva para o problema.

O que diz a Águas de Manaus

A concessionária Águas de Manaus informou que o problema no abastecimento foi causado por uma manutenção elétrica no sistema Mundo Novo, responsável pelo fornecimento de água para a região.

Segundo a empresa, a normalização deve ocorrer de forma gradual até 12 horas após o término dos reparos, previstos para a noite desta quinta-feira (30).

A concessionária também informou que disponibilizou carros-pipa para atender as áreas afetadas.

Comunidade cobra atendimento mais amplo

Apesar da medida emergencial, moradores afirmam que os carros-pipa não chegam a todas as áreas atingidas e que a quantidade de água distribuída é insuficiente diante da demanda.

A reclamação é de que o problema se repete em diferentes bairros de Manaus e que a população fica sem informações claras sobre prazos, rotas dos carros-pipa e previsão real de normalização.

Falta de água reacende críticas

O caso reacende críticas contra a concessionária e contra a fiscalização do serviço de abastecimento na capital. Moradores e parlamentares já denunciaram interrupções recorrentes no fornecimento de água, muitas vezes sem aviso prévio.

Para a população afetada, o pedido é por uma resposta mais rápida, distribuição emergencial eficiente e medidas que evitem novas falhas em um serviço considerado essencial.

O que os moradores devem fazer

Moradores afetados devem registrar reclamação junto à Águas de Manaus, solicitar atendimento emergencial e guardar protocolos. Também é recomendado acionar os canais de fiscalização da Ageman, especialmente em casos de falta prolongada de abastecimento ou ausência de carros-pipa.

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