
Manaus, AM – O desmatamento acelerado na Amazônia continua sendo monitorado globalmente por seu potencial de desencadear novas doenças zoonóticas – infecções transmitidas de animais para humanos – e impactar a saúde em larga escala. Estudos recentes de organizações como OMS, IPBES e MapBiomas reforçam que a degradação florestal é um dos principais fatores de risco para pandemias emergentes, como ocorreu com SARS, Ebola e Covid-19.
A Amazônia abriga cerca de 10% da biodiversidade mundial e milhares de vírus ainda desconhecidos em animais silvestres. Quando árvores são derrubadas, habitats são destruídos, forçando espécies a migrarem para áreas próximas a humanos, aumentando o contato e a chance de spillover (salto interespecífico). Além disso, a abertura de clareiras e estradas facilita o acesso de caçadores, traficantes e populações, intensificando o risco.
No Amazonas, o desmatamento em 2024-2025 manteve níveis preocupantes, com perda de cobertura florestal em áreas próximas a rodovias como BR-319 e AM-010. Especialistas alertam que o fenômeno não é apenas ambiental: altera ciclos hidrológicos, reduz a capacidade de sequestro de carbono e modifica padrões climáticos, criando condições favoráveis à proliferação de vetores como mosquitos transmissores de dengue, zika e malária.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Painel Intergovernamental sobre Biodiversidade (IPBES) classificam a Amazônia como hotspot de risco zoonótico, com potencial para novas pandemias se o desmatamento não for contido. No Brasil, ações de fiscalização (Ibama, ICMBio) e programas de bioeconomia são apontados como caminhos para mitigar o problema, mas precisam de maior investimento e continuidade.
O Portal Oamazones reforça: preservar a Amazônia é proteger a saúde humana global. Denuncie desmatamento ilegal pelo 0800 61 8080 (Ibama) ou 181 (Disque-Denúncia).
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