
Manaus, AM – No Dia Internacional da Mulher (8 de março de 2026), uma indígena da etnia Baniwa fez história ao se tornar a primeira médica de sua etnia formada para atuar no Alto Rio Negro. A profissional, oriunda de uma comunidade isolada da região, concluiu o curso de Medicina e já inicia atuação com foco em ampliar o acesso à saúde básica em aldeias remotas do noroeste do Amazonas.
A formação representa um marco para o povo Baniwa, que enfrenta desafios históricos de acesso à educação superior e serviços de saúde. A médica atuará em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI-ARN), atendendo demandas como pré-natal, vacinação, tratamento de doenças tropicais e prevenção de malária e dengue, comuns na região.
O feito foi celebrado por lideranças indígenas, pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que destacam o papel da formação de profissionais indígenas para reduzir desigualdades e fortalecer a atenção diferenciada às populações tradicionais.
“É um momento de orgulho para o povo Baniwa e para toda a Amazônia. Ela leva não só conhecimento técnico, mas também a compreensão cultural profunda da nossa realidade”, destacou uma liderança da etnia.
A profissional deve iniciar atendimentos em comunidades como Içana, Auaris e outras aldeias do Alto Rio Negro, onde o acesso a médicos ainda depende de equipes volantes. O Portal Oamazones parabeniza a primeira médica Baniwa e reforça a importância de políticas de inclusão para povos indígenas na saúde e educação.
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