
Manaus, AM – Atualização 03/03/2026 – A tensão na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã escalou nesta terça-feira (3/03/2026) com bombardeios atingindo o prédio da Assembleia de Especialistas em Qom, ao sul de Teerã. O órgão é responsável por eleger o novo líder supremo do Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado (28/02). O presidente Donald Trump afirmou que os ataques continuam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário” até que os objetivos sejam alcançados.
De acordo com agências iranianas como Tasnim e Tehran Times, o prédio foi “arrasado” por bombardeio coordenado EUA-Israel. O jornal The Jerusalem Post, citando fontes israelenses, relatou que os 88 aiatolás membros da assembleia estavam presentes, mas não há confirmação imediata de mortes entre eles. O Ministério da Defesa iraniano classificou o ataque como “agressão sionista-americana” e prometeu retaliação.
Trump, em declarações à imprensa e nas redes sociais, disse que os iranianos “que tínhamos em mente para liderar o país” estão mortos, e que o Irã “está sem defesas aéreas, Força Aérea, Marinha e liderança”. Ele projetou o conflito para durar “entre quatro e cinco semanas” e alertou: “A maior onda de ataques ainda está por vir”. O Centcom (Comando Central dos EUA) confirmou destruição de estruturas chave, incluindo a sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), mas negou danos a seu porta-aviões USS Abraham Lincoln em suposta retaliação iraniana.
A guerra, no 4º dia, já causa centenas de mortes: Teerã relata 201 mortos e 747 feridos no primeiro dia, incluindo 153 meninas em ataque a escola em Minab e bombardeio ao Hospital Gandhi. Em retaliação, Irã lançou mísseis contra Israel (atingindo Beit Shemesh) e bases americanas, matando três militares dos EUA.
O sultão de Omã ofereceu mediação para cessar-fogo, e o Irã sinalizou disposição para negociações sobre o programa nuclear. A ONU, China e Rússia pedem contenção, enquanto Trump defende a ofensiva como “preventiva” contra ameaças iranianas.
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