
Irã – O Ministério da Educação do Irã elevou para 153 o número de meninas mortas e 95 feridas em um ataque ocorrido no sábado (28/02/2026) contra uma escola primária feminina em Minab, no sul do país. A informação foi confirmada pelo porta-voz Ali Farhadi à agência estatal Irna, que classificou o ato como “ataque sionista desumano” e atribuiu a responsabilidade direta a Estados Unidos e Israel.
O ataque aconteceu em meio à escalada militar na região, após bombardeios coordenados EUA-Israel que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. Teerã acusa os dois países de atingir deliberadamente instalações civis, incluindo a escola, como parte de uma ofensiva mais ampla contra o programa nuclear e balístico iraniano.
Neste domingo (1º/03/2026), a Unesco divulgou nota oficial condenando o incidente. A organização afirmou estar “profundamente alarmada” com o impacto dos confrontos sobre estudantes, professores e instituições de ensino. “A morte de alunos em um espaço dedicado à aprendizagem constitui grave violação da proteção conferida às escolas pelo direito internacional humanitário”, destacou o comunicado.
A Unesco citou explicitamente a Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança da ONU, que condena ataques a escolas em zonas de conflito armado e reforça a obrigação das partes beligerantes de proteger ambientes educacionais. A entidade alertou que tais atos “colocam em risco o direito à educação” e podem configurar crimes de guerra.
Até o momento, nem EUA nem Israel comentaram oficialmente a acusação iraniana sobre o ataque à escola em Minab. A escalada no Oriente Médio já causa centenas de mortes civis e militares, além de crise humanitária crescente na região.
O Portal Oamazones acompanha os desdobramentos e reforça: a proteção de crianças e escolas em conflitos armados é dever internacional inegociável.
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