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EUA negam ataque iraniano ao porta-aviões USS Abraham Lincoln; bombardeios contra Irã seguem após morte de Khamenei

Centcom publica imagens de caças decolando do navio e afirma que mísseis “não chegaram nem perto”; três militares americanos mortos em operações; Irã forma conselho interino para transição

01/03/2026 às 14h11
Por: Danilo Andrade
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EUA negam ataque iraniano ao porta-aviões USS Abraham Lincoln; bombardeios contra Irã seguem após morte de Khamenei

Washington/Teerã – Os Estados Unidos negaram categoricamente, neste domingo (1º), que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis balísticos lançados pelo Irã. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) havia afirmado que quatro mísseis atingiram o navio, posicionado no Golfo Pérsico para reforçar os ataques coordenados com Israel contra o território iraniano, iniciados no sábado (28).

O Comando Central dos EUA (Centcom) respondeu publicando imagens de caças decolando do Lincoln e declarou: “Os mísseis não chegaram nem perto. O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”. O comunicado também confirmou três militares americanos mortos e cinco feridos graves durante as operações contra o Irã, além de “vários outros” com ferimentos leves.

Os bombardeios EUA-Israel, que já causaram centenas de mortes (incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei), visam desmantelar o programa nuclear e balístico iraniano e cortar apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã, por sua vez, mantém que seu programa nuclear é pacífico e acusa Washington e Tel Aviv de agressão imperialista.

No Irã, o Conselho de Discernimento do Interesse do Estado formou um conselho interino de liderança composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e pelo presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf (segundo o Tehran Times). O grupo conduzirá o país até a Assembleia dos Peritos eleger um novo Líder Supremo.

O conflito, a segunda grande ofensiva EUA-Israel contra o Irã em oito meses, ocorre em meio a negociações estagnadas sobre o acordo nuclear de 2015 (abandonado por Trump em seu primeiro mandato). Israel, acusado de possuir armas nucleares sem inspeções internacionais, exige o fim total do programa iraniano. Teerã promete “resposta proporcional e decisiva”.

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