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Irã anuncia conselho interino após morte de Khamenei: aiatolá Alireza Arafi integra liderança provisória

Conselho formado por Arafi, presidente Pezeshkian e chefe do Judiciário conduz transição; Khamenei foi morto em ataque EUA-Israel, confirmando escalada no conflito regional

01/03/2026 às 14h06
Por: Danilo Andrade
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Irã anuncia conselho interino após morte de Khamenei: aiatolá Alireza Arafi integra liderança provisória

Teerã, Irã – O Irã inicia uma transição delicada após a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo por 37 anos, assassinado em bombardeio coordenado por Estados Unidos e Israel contra o complexo presidencial na madrugada de sábado (28/02/2026, horário de Brasília). A agência estatal IRNA confirmou o óbito horas depois, e neste domingo (1º/03/2026) o Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança.

O porta-voz Mohsen Dehnavi anunciou no X: “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”. O grupo provisório inclui também o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei, conforme artigo 111 da Constituição iraniana. Eles conduzirão o país até a Assembleia dos Peritos (88 clérigos) eleger um novo líder supremo “o mais rápido possível”.

Khamenei, de 86 anos, era a autoridade máxima do regime teocrático fundado em 1979 após a revolução que derrubou o xá Reza Pahlavi. Ele concentrava poderes absolutos: definia política externa, supervisionava o Parlamento, nomeava o comandante da Guarda Revolucionária e indicava juízes-chave. Apenas dois ocuparam o cargo: Ruhollah Khomeini (até 1989) e Khamenei (desde então). O presidente cuida de economia e assuntos internos, mas candidatos precisam de aprovação do Líder Supremo.

O ataque que matou Khamenei representa escalada inédita, com Teerã prometendo “resposta devastadora”. O Irã iniciou 40 dias de luto oficial, e Arafi — clérigo conservador, membro do Conselho dos Guardiões e influente no establishment — deve garantir continuidade enquanto disputas internas entre alas moderadas e radicais se intensificam. A comunidade internacional reage com cautela: ONU pede contenção, China e Rússia manifestam solidariedade, EUA e Israel mantêm silêncio oficial sobre o bombardeio.

O Portal Oamazones acompanha: a sucessão pode alterar o equilíbrio no Oriente Médio, afetar preços de petróleo e segurança global. Fique ligado para atualizações.

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