
Manaus, AM – Um protesto que terminou em atos de vandalismo marcou a noite desta quinta-feira (26) na Zona Oeste da capital amazonense. Moradores do bairro Compensa incendiaram parte da Avenida Brasil, queimando pneus, colchões e outros objetos para bloquear a via e cobrar justiça pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado na madrugada do mesmo dia no Beco União.
De acordo com familiares e testemunhas ouvidas por portais como G1 Amazonas, D24am e A Crítica, Bruno voltava do trabalho em uma pizzaria quando foi abordado por agentes da Guarda Municipal de Manaus (GMM). O grupo acusa os guardas de efetuarem pelo menos três disparos contra o jovem, que foi atingido no tórax e morreu no hospital devido a anemia aguda hemorrágica por lesão cardíaca, conforme laudo do IML. Há também denúncias de agressões e de que a vítima teria sido despida após os tiros.
A manifestação reuniu familiares, amigos e vizinhos, que carregavam cartazes com frases como “Justiça por Bruno Girão”, “Bruno se foi... não por acaso, mas por injustiça” e fotos da vítima. O ato escalou para violência com barricadas de fogo, interrompendo o tráfego na avenida e gerando congestionamento na região. A Guarda Municipal negou que agentes tenham disparado durante a ocorrência e afirmou que não houve envolvimento em tiros, mas a versão oficial ainda é aguardada para investigação completa.
A Polícia Civil do Amazonas abriu inquérito para apurar a morte e as circunstâncias da abordagem. O caso reacende debates sobre o uso da força por agentes municipais (que ganharam poderes ampliados nos últimos anos) e a necessidade de transparência em operações de segurança urbana. Até o momento, não há prisões relacionadas ao protesto, mas a via foi liberada após intervenção do Corpo de Bombeiros e da PM.
O Portal Oamazones repudia qualquer forma de violência, mas entende o clamor por justiça em casos que envolvem perda de vidas jovens. Família e comunidade esperam respostas rápidas das autoridades.
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