
Manaus, AM – A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) colocou a educação, a ciência e a inovação no centro do debate sobre prevenção da violência na Amazônia durante o I Seminário Nacional de Segurança Pública, realizado nesta terça-feira (24) no auditório da Reitoria, na avenida Djalma Batista, bairro Flores. O evento, promovido pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) com apoio da UEA, reuniu poder público, academia, sistema de justiça, setor produtivo e sociedade civil para discutir desafios estruturais da segurança na região amazônica e propor soluções sustentáveis e inovadoras.
O reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, abriu a programação com a palestra “Educação, ciência e inovação na prevenção da violência na Amazônia”. Ele enfatizou que não há segurança pública eficaz sem base científica sólida, atuando tanto no nível operacional quanto estratégico. “A universidade tem o papel fundamental de fomentar pesquisas interdisciplinares, unindo diferentes áreas do conhecimento para aplicar diretamente no trabalho da Segurança Pública, sempre com consciência e responsabilidade”, afirmou Zogahib.
Um dos destaques foi a parceria inédita entre a UEA e a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Pela primeira vez na história, a universidade integra o Conselho Estadual de Segurança, fornecendo análises avançadas como regressão estatística e correlações para subsidiar decisões baseadas em dados reais — uma ferramenta essencial para combater a criminalidade de forma mais inteligente e preventiva no Amazonas.
Durante o seminário, foi assinado um termo de cooperação técnica entre a UEA e o IAB, representado pela presidente nacional, Dra. Rita Cortez. O acordo prevê planejamento e execução de estudos, projetos e pesquisas nas áreas de Direito, Ciências Criminais, Políticas Públicas e Segurança Pública, fortalecendo o elo entre academia e instituições para gerar conhecimento aplicado à realidade amazônica.
O evento, com transmissão ao vivo e debates simultâneos em Brasília, reforça que a Amazônia precisa de abordagens locais: entender os contextos ribeirinhos, indígenas e urbanos para criar políticas que reduzam a violência sem ignorar as especificidades da região. Para o reitor Zogahib, investir em educação e ciência não é luxo, é necessidade urgente para construir um futuro mais seguro para manauaras e amazonenses.
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