
Juiz de Fora, MG – O estado de Minas Gerais vive um dos piores desastres climáticos recentes na Zona da Mata, com chuvas intensas desde segunda-feira (23) que causaram destruição em várias cidades, especialmente Juiz de Fora e Ubá. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBM-MG) confirma pelo menos 25 mortes — sendo 18 em Juiz de Fora e 7 em Ubá —, 43 desaparecidos (maioria em Juiz de Fora) e mais de 440 pessoas desabrigadas ou desalojadas.
O Rio Paraibuna, principal curso d'água da região, transbordou após acumulados extremos (até 584 mm em fevereiro na capital mineira, o dobro do esperado e recorde histórico), inundando ruas, avenidas e bairros inteiros. Deslizamentos de terra e soterramentos de casas foram os principais causadores de óbitos, com mais de 20 ocorrências registradas só em Juiz de Fora. Equipes de resgate, com apoio de cães farejadores e drones, trabalham sem parar, mas a chuva persistente e o solo saturado dificultam as buscas.
A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública na madrugada de terça (24), suspendeu aulas em toda a rede municipal e transformou escolas em abrigos. O governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias no estado e reforçou que “não existe discussão sobre prevenção quando o risco é extremo”. Previsão do Cemaden e Climatempo indica risco muito alto de novos alagamentos e deslizamentos até o fim da semana, com pancadas volumosas previstas.
A tragédia reacende alertas sobre mudanças climáticas, ocupação irregular de encostas e falta de drenagem urbana em cidades históricas como Juiz de Fora. Moradores relatam cenas de “guerra”: ruas virando rios de lama, casas engavetadas por deslizamentos e famílias isoladas esperando socorro.
Do Amazonas para Minas Gerais, nossa solidariedade: quem puder, doe para campanhas oficiais de ajuda às vítimas via Defesa Civil ou Cruz Vermelha. Fique atento às atualizações — o cenário muda rápido.
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