Justiça condena ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol à prisão perpétua
Tribunal considerou que decreto de lei marcial em 2024 configurou insurreição e abuso de autoridade; promotores chegaram a pedir pena de morte.
20/02/2026 às 07h47
Por: Danilo Andrade
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Ex-presidente da Coreia do Sul recebe prisão perpétua por tentativa de insurreição; entenda
A Coreia do Sul vive um dos momentos mais drásticos de sua história política recente. Nesta quinta-feira (19), o tribunal de Seul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua. A sentença ocorre após o entendimento de que o ex-mandatário abusou de suas prerrogativas e liderou uma insurreição ao tentar impor uma lei marcial no final de 2024, colocando em risco a ordem constitucional do país.
O episódio que selou o destino de Yoon teve início em 3 de dezembro de 2024, quando o então presidente declarou o estado de exceção em rede nacional sem aviso prévio. A medida foi rapidamente contida pela Assembleia Nacional, que votou pela derrubada do decreto em poucas horas, forçando a revogação. Para os magistrados, a ação não foi uma medida emergencial, mas uma tentativa direta de ferir as instituições democráticas.
Apesar de a promotoria ter solicitado a pena de morte — punição prevista na legislação sul-coreana para crimes de insurreição —, a Corte optou pela prisão perpétua, considerando que a última execução no país ocorreu em 1997. A defesa de Yoon, que nega as irregularidades e afirma que ele agiu para preservar a estabilidade, deve recorrer da decisão, levando o caso à Suprema Corte em meio a um ambiente de extrema tensão política.
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