Brasil repete segunda pior nota da história em índice mundial de percepção da corrupção
Relatório da Transparência Internacional cita avanços no Judiciário, mas aponta escândalos no INSS e Banco Master como entraves para o país.
17/02/2026 às 07h54
Por: Danilo Andrade
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O Brasil voltou a apresentar um desempenho preocupante no cenário global de combate à corrupção. De acordo com o novo Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional, o país repetiu a sua segunda pior nota desde o início da série histórica. O resultado reflete a persistência de fragilidades institucionais e a baixa confiança de analistas internacionais nas instâncias de controle do setor público brasileiro.
O relatório apresenta um cenário de contrastes. Por um lado, a organização classificou como “firme e histórica” a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros envolvidos em atos considerados antidemocráticos. Para a Transparência Internacional, a resposta do Judiciário representou um marco relevante na defesa da ordem constitucional e da democracia.
Entretanto, esses avanços pontuais não foram suficientes para elevar a nota do país. O documento destaca escândalos de dimensões inéditas, como desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e irregularidades atribuídas ao Banco Master, como episódios que aprofundaram a percepção negativa sobre a gestão de recursos públicos.
O Governo Federal reagiu ao levantamento criticando a metodologia da ONG, argumentando que o índice não reflete adequadamente os esforços recentes de fortalecimento institucional. Por outro lado, especialistas em governança alertam que a estagnação em patamares tão baixos é um sinal de alerta para a necessidade de reformas estruturais mais profundas e maior independência dos órgãos de fiscalização no país.
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