Trump reafirma interesse na Groenlândia e causa crise diplomática com a Dinamarca
Em entrevista recente, o presidente dos EUA declarou que o território é “essencial para a defesa”; líderes dinamarqueses e groenlandeses classificam falas como desrespeitosas.
05/01/2026 às 11h06
Por: Danilo Andrade
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a agitar o cenário geopolítico internacional ao reiterar, em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (4), que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional norte-americana. “Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, afirmou o mandatário.
A declaração ocorre em um momento de extrema tensão, logo após Katie Miller, aliada próxima de Trump, publicar nas redes sociais um mapa da ilha sobreposto à bandeira dos EUA com a legenda "EM BREVE". O movimento gerou reação imediata do Reino da Dinamarca e das autoridades locais da Groenlândia.
Reação da Dinamarca e Groenlândia A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reagiu duramente, afirmando que a discussão "não faz sentido" e que os EUA não possuem direito de anexar territórios de países soberanos. Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, criticou a comparação implícita com a recente intervenção militar na Venezuela: “Quando o presidente nos associa à Venezuela e à intervenção militar, isso é desrespeitoso”.
Interesse Estratégico A ilha ártica é vista por Washington como fundamental para o sistema de defesa antimíssil e um ponto crucial para reduzir a dependência de minerais raros da China. Embora a Groenlândia tenha autonomia e o direito de declarar independência, o território ainda depende de subsídios da Dinamarca, que tenta equilibrar a soberania local com a pressão diplomática de Trump.
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