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Tentativa de assalto em ônibus do BRT termina com uma mulher morta e outra ferida em Bonsucesso, no Rio

Priscilla da Silva Almeida foi esfaqueada no peito e morreu no local; segundo passageira foi socorrida em estado grave; suspeito fugiu e polícia busca pistas nas câmeras do BRT

25/12/2025 às 15h35
Por: Danilo Andrade
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Tentativa de assalto em ônibus do BRT termina com uma mulher morta e outra ferida em Bonsucesso, no Rio

Uma cena de terror e violência interrompeu a rotina de passageiros do transporte público na manhã desta quinta-feira (25), na Zona Norte do Rio de Janeiro. Uma tentativa de assalto dentro de um ônibus articulado do BRT da linha 60 (Deodoro x Terminal Gentileza) terminou com uma mulher morta e outra gravemente ferida a facadas. O crime aconteceu enquanto o coletivo trafegava pela Avenida Brasil, na altura do bairro Bonsucesso, e provocou pânico entre os passageiros.

A Vítima Fatal e a Tentativa de Socorro

A vítima fatal foi identificada como Priscilla da Silva Almeida. De acordo com as primeiras informações, durante a ação criminosa, ela foi golpeada com uma faca na região do peito. Passageiros que estavam no ônibus tentaram, em vão, prestar os primeiros socorros, mas a gravidade do ferimento foi fatal. Priscilla não resistiu e faleceu ainda dentro do veículo.

Uma segunda mulher, que ainda não teve a identidade divulgada, também foi atingida por golpes de faca durante a tentativa de assalto. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada com urgência para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Segundo a última atualização, ela permanece internada em estado de saúde grave.

O Cenário de Pânico e a Crítica ao Atendimento

Vídeos gravados por passageiros dentro do ônibus logo após o ataque, que circularam em grupos de WhatsApp e redes sociais, mostram o desespero e a comoção. É possível ver pessoas usando peças de roupa para tentar estancar o sangramento das vítimas, enquanto aguardam a ajuda profissional.

Relatos colhidos no local apontam uma suposta demora na chegada do socorro especializado, o que teria aumentado a sensação de abandono e aflição entre os que presenciaram a tragédia. As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o tempo de resposta do atendimento.

A Investigação Policial em Andamento

O ônibus articulado da Mobi-Rio, concessionária que opera o BRT, ficou parado na pista central da Avenida Brasil por horas para a realização da perícia criminal pela Polícia Civil. Agentes do Instituto de Criminalística (IC) coletaram evidências no local.

A investigação foi dividida em duas frentes:

  1. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a apuração do homicídio de Priscilla Almeida.

  2. A 21ª Delegacia de Polícia (DP) de Bonsucesso ficou responsável por investigar a tentativa de roubo aos passageiros, que foi o motivo inicial da ação criminosa.

A principal linha agora é identificar e localizar o autor ou autores do crime. A polícia deve requisitar as imagens das câmeras de segurança internas do BRT e das vias do corredor Transbrasil, além de colher o depoimento de todas as testemunhas. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. O policiamento na região da Avenida Brasil foi reforçado.

A Insegurança no Transporte Público

O caso reacende o debate sobre a segurança nos corredores de ônibus e trens do Rio, que já foram palco de outros assaltos violentos. A sensação de vulnerabilidade dentro dos coletivos, especialmente em horários de pico, é uma queixa constante de usuários.

Enquanto a polícia corre contra o tempo para prender o criminoso, duas famílias estão destruídas. Priscilla Almeida perdeu a vida de forma brutal em um trajeto cotidiano, e outra mulher luta pela vida no hospital. Na sua opinião, que medidas concretas e urgentes poderiam ser tomadas para aumentar a segurança nos ônibus e trens das grandes cidades? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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