Política

Servidora da Assembleia diz que foi ameaçada por Alessandra Campêlo

Servidora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) há, aproximadamente, 20 anos disse estar “profundamente abalada” ao passar pelo constrangimento de ser ameaçada pela deputada Alessandra Campêlo (MBD) ao exercer o trabalho dela. Foi o que declarou a gerente de atas Célia Pereira Mestrinho à Comissão de Regime Disciplinar da Casa Legislativa.

O acontecimento se deu nos bastidores da formação da Comissão Especial do Impeachment e está diretamente ligado ao adiamento da votação prevista para esta sexta-feira, 10, para presidente e relator da comissão que vai julgar o pedido contra o governador Wilson Lima (PSC) e o vice, Carlos Almeida filho (PTB).

Ligação

Somente nesta sexta-feira, 10, se identificou que não havia o quórum mínimo, de 13 deputados, para validar a votação referente a formação da Comissão do Impeachment e essa etapa terá que ser refeita. Quem identificou a falha foi Célia Mestrinho, após receber uma ligação da Campêlo, que pediu para ela incluir na ata que o deputado Augusto Ferraz (DEM) não votou, mas estava presente via videoconferência e, portanto, havia o quórum, descreve o documento da Comissão de Regime Disciplinar (disponível ao final do texto).

Antes de alterar a ata, a servidora, então, reviu a sessão, disponível online, e constatou a ausência de Ferraz, diz um trecho da declaração de Mestrinho à Comissão de Regime Disciplinar. Ainda segundo o documento, a gerente de atas recebeu outra ligação da deputada governista que falou “de maneira mais enérgica” e prometeu, diversas vezes, processar a servidora da Assembleia, Célia Mestrinho.

Outro lado

OAmazonês entrou em contato com a deputada Alessandra Campêlo para ouvir a versão dela sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. Entretanto, na sessão desta sexta-feira, a deputada chegou a dizer que a “senhora” responsável pela ata havia afirmado que se atingiu quórum mínimo na votação de ontem. “Eu liguei para ela, em viva voz, na frente do presidente dessa comissão (deputado Belarmino Lins) e o Dr. Góes (Wagner, procurador) estava do lado e pôde ouvir”, disse a parlamentar em plenário (vídeo abaixo).

Confira a declaração de Célia Mestrinho à Comissão de Regime Disciplinar


Confira a declaração da deputada em plenário

 

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