Brasil INSS
Ex-presidente do INSS é preso na Operação Sem Desconto por suspeita de fraude bilionária em benefícios previdenciários
Polícia Federal cumpre mandados em 14 estados e investiga prejuízo de R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas
13/11/2025 08h24
Por: Danilo Andrade

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), durante nova fase da Operação Sem Desconto. Stefanutto, que havia sido exonerado do cargo em abril deste ano após a revelação do esquema, é acusado de envolvimento em fraudes bilionárias relativas a descontos não autorizados aplicados sobre benefícios previdenciários em todo o país.​

A operação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), mobiliza centenas de agentes para cumprir nove mandados de prisão preventiva e mais de 60 mandados de busca em 14 estados e no Distrito Federal. Além de Stefanutto, servidores públicos e empresários também são alvo das investigações. A estimativa da PF é que o prejuízo aos aposentados e pensionistas ultrapassa R$ 6,3 bilhões, provocando forte impacto social.​

O escândalo levou à criação da CPMI do INSS, que reúne parlamentares para apurar as irregularidades no órgão. Stefanutto esteve em oitiva da comissão, alegando que tomou todas as medidas cabíveis para interromper os descontos indevidos. Apesar disso, permanecem as suspeitas de crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.​

A defesa do ex-presidente sustenta que a prisão é ilegal e que ele está colaborando com as investigações, confiante de que poderá provar inocência ao fim do processo. O governo federal, por sua vez, já iniciou processos de devolução dos valores descontados injustamente dos benefícios e ampliou o prazo para contestação até fevereiro de 2026.​