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Professores bloqueiam avenida Brasil em Manaus durante paralisação contra reforma da Previdência municipal
Categoria classifica proposta do Executivo como “projeto perverso” e aprova indicativo de greve caso projeto avance; protesto ocorreu em frente à Prefeitura e reuniu trabalhadores em três turnos.
24/09/2025 14h54
Por: Danilo Andrade

Manaus (AM) – Professores da rede municipal de ensino de Manaus fecharam a avenida Brasil, em frente à sede da Prefeitura, nesta quarta-feira (24), durante paralisação de advertência nos três turnos contra o Projeto de Lei nº 10/2025, que trata da reforma da Previdência dos servidores municipais. A categoria classificou a proposta como “projeto perverso” e aprovou um indicativo de greve caso o texto seja votado.

O ato reuniu trabalhadores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que ergueram faixas, cartazes e caixões com a inscrição “Arquive já”. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, criticou a tramitação do projeto e a falta de documentos que comprovem déficit na Manausprev, conforme alegado pela administração municipal. Segundo ela, não houve transparência nem apresentação de relatórios que justificassem a reforma.

Entre os pontos de maior controvérsia estão o fim da aposentadoria especial para educadores, elevação da idade mínima (homens de 60 para 65 anos; mulheres de 55 para 62 anos; professores terão regras específicas) e novas exigências de tempo de contribuição. A diretora-presidente da Manausprev, Daniela Benayon, descreve mudanças que incluem tempo mínimo de contribuição de 25 anos, exigência de comprovação de contribuição exclusiva na educação básica para professores e nova fórmula de cálculo dos proventos baseada na média das contribuições.

Durante o protesto foram relatadas denúncias de assédio por parte de gestores escolares contra profissionais que aderiram à paralisação; o coordenador jurídico da Asprom/Sindical, Lambert Melo, afirmou que o sindicato buscará esclarecimentos junto à Secretaria de Educação caso as práticas se confirmem. Os organizadores afirmaram que, em assembleia realizada no dia 16 de setembro, definiram o indicativo de greve caso o projeto siga tramitando.

A Câmara Municipal de Manaus receberá o projeto enviado pelo prefeito David Almeida (Avante). Lideranças sindicais pedem arquivamento e detalhamento dos números que supostamente justificam a reforma. A