Brasília (DF) – O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quinta-feira (4) que a bancada só aceitará discutir a proposta de anistia aos réus e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também estiver contemplado no texto.
Em recado direto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Marinho declarou: “Não há possibilidade de aceitarmos uma anistia seletiva”. Ele reforçou que a posição do PL e de seus aliados é pela aprovação de uma anistia considerada “ampla e irrestrita”.
O senador também defendeu que qualquer acordo político sobre o tema deve assegurar eleições livres em 2026, sem restrições prévias de candidaturas. “É preciso garantir que não haja necessidade de consentimento do sistema para definir quem pode ou não ser candidato”, afirmou.
A proposta de anistia ainda será debatida no Congresso e segue como um dos temas de maior embate entre governistas e opositores.