Geral Denuncia
Saullo Vianna denuncia perseguição política em Urucará após Seduc cancelar uso de escola para ação de saúde
Deputado federal licenciado afirma que decisão prejudica população do município; Seduc ainda não se manifestou sobre o caso.
29/08/2025 16h40
Por: Danilo Andrade

Manaus (AM) – O deputado federal licenciado e atual secretário municipal de Assistência Social de Manaus (Semasc), Saullo Vianna (UBP), denunciou nesta sexta-feira (29) uma suposta perseguição política envolvendo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o ex-prefeito de Urucará, Enrico Falabella.

Cancelamento de ação social

Segundo Vianna, a Seduc revogou a autorização para o uso da Escola Estadual CETI Pedro Falabella, onde seria realizada a ação de saúde “Raízes que Cuidam”, organizada por médicos voluntários para atender gratuitamente a população do município.

O pedido de uso do espaço havia sido protocolado em 1º de agosto e autorizado em 14 de agosto, mas foi cancelado em 27 de agosto por meio de ofício assinado pela secretária estadual de Educação, Arlete Ferreira Mendonça.

Acusações de perseguição política

Vianna afirmou que o cancelamento foi motivado por pressões políticas:
“Recebi informações de que quem pediu para a Seduc negar o espaço foi o ex-prefeito Enrico Falabella. Um ato pequeno, mesquinho e que prejudica o povo da cidade. Se tiver coragem, negue publicamente, porque eu vou provar o que estou dizendo”, declarou.

Ele também acusou o governo estadual de retaliação por apoiar o evento:
“O evento estava todo organizado, os profissionais mobilizados, e quem paga o preço é a população de Urucará, que carece de atendimento médico. Isso é uma retaliação política inaceitável”.

Críticas à saúde no município

O parlamentar aproveitou para criticar a precariedade do sistema de saúde em Urucará, denunciando a falta de medicamentos, a estrutura sucateada e até atendimentos feitos por profissionais sem registro no CRM. “Enquanto impedem médicos qualificados de atender voluntariamente, deixam a população nas mãos de um sistema deficiente. Isso precisa ser investigado com seriedade”, afirmou.

Vianna garantiu que a ação de saúde será realizada mesmo sem o apoio da Seduc. Até o momento, a secretaria não se pronunciou sobre o caso.