A bancada governista na CPMI do INSS anunciou nesta terça-feira (26) que utilizará todas as estratégias possíveis para impedir a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente Lula e vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos). A oposição, que já apresentou requerimentos para sua oitiva, defende que o cargo de Frei Chico em entidade vinculada a benefícios previdenciários justifica o chamamento.
O deputado Alencar Santana (PT-SP), integrante da comissão, argumentou que "não é investigação parental" e que não há motivo para convocar o vice-presidente do sindicato "apenas por ser irmão de Lula". O posicionamento ignora o precedente de CPIs passadas que investigaram familiares de Jair Bolsonaro, como as envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.
Além da defesa de Frei Chico, a base governista questiona a imparcialidade do relator Alfredo Gaspar (União-AL), acusando-o de "julgamento prévio". Críticos lembram que, na CPI da Pandemia, relatores aliados de Lula como Omar Aziz e Renan Calheiros também emitiram opiniões contundentes contra Bolsonaro sem objeções da então base governista.
A CPMI do INSS promete ser um campo de batalha político-jurídico. Com mais de 500 requerimentos em análise, a oposição busca vincular Lula a supostas irregularidades, enquanto o governo trava uma guerra procedural para proteger o núcleo familiar do presidente.