Amazonas trágedia
Lancha expresso colide contra barranco no interior do Amazonas; passageiros relatam pânico
O acidente ocorreu durante o trajeto entre Coari e Manaus e deixou os passageiros assustados. Ninguém ficou gravemente ferido, segundo informações preliminares da Marinha do Brasil.
15/05/2025 13h47
Por: Danilo Andrade

Na manhã desta quarta-feira (14), uma lancha do tipo expresso colidiu contra um barranco às margens do rio Solimões, na região do município de Codajás, interior do Amazonas. O acidente ocorreu durante o trajeto entre Coari e Manaus e deixou os passageiros assustados. Ninguém ficou gravemente ferido, segundo informações preliminares da Marinha do Brasil.

O impacto aconteceu por volta das 8h30, quando a embarcação — que levava dezenas de passageiros — sofreu uma perda momentânea de controle e se chocou contra a margem do rio. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver o momento de tensão em que as pessoas tentam entender o que aconteceu, algumas visivelmente em estado de choque.

Testemunhas relataram que o barco navegava em alta velocidade quando colidiu bruscamente. “A gente só sentiu o baque e tudo foi para frente. Teve gente que bateu a cabeça, caiu no chão, muita gritaria”, contou uma passageira que preferiu não se identificar.

A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental informou que uma equipe foi enviada ao local para investigar as causas do acidente e prestar assistência à tripulação e aos passageiros. A empresa responsável pela lancha ainda não se pronunciou oficialmente.

Apesar do susto, todos os ocupantes foram atendidos e encaminhados para avaliação médica em unidades de saúde próximas. Alguns apresentaram escoriações leves e foram liberados em seguida. Não houve registro de vítimas fatais ou desaparecidos.

O caso reacende o debate sobre as condições de segurança no transporte hidroviário no estado, que é o principal meio de locomoção entre os municípios do interior do Amazonas. Entidades de defesa do consumidor pedem mais fiscalização e transparência das empresas de navegação.

As investigações continuam, e um inquérito administrativo será instaurado pela Marinha para apurar responsabilidades.