O deputado, da bancada do Podemos, apresentou um balanço das ocorrências hidrológicas e geohidrológicas em 2023, conforme dados divulgados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O estudo do órgão traz Manaus em destaque em dois rankings: primeira colocada entre as cidades brasileiras com mais ocorrências de desastres e; terceira colocada entre aquelas com mais alertas de desastres emitidos.
“O Brasil bateu recorde de desastres naturais em 2023, em função dos fenômenos climáticos; o Amazonas sofreu e ainda tem sofrido e Manaus aparece como uma das cidades mais atingidas; tudo nos leva à urgência de providências proativas; Manaus concentra metade da população do estado, a região metropolitana tem 64% de todos os cidadãos amazonenses; a atenção deve ser da Prefeitura e do Governo estadual”, declarou o parlamentar.
Ele afirmou que previnir é melhor que remediar, mas o planejamento e a prevenção não acontecem e que melhor que a solidariedade com a catástrofe é a prevenção. Lamentou que o país tenha uma cultura muito mais reativa que proativa, postura que é paga em vidas de brasileiros.
O Rio Grande do Sul passou por grandes e surpreendentes enchentes em 2023, em junho, setembro e novembro. De acordo com o Cemanden, o RS concentrou 56% das mortes (74) no país por eventos hidrológicos e geohidrológicos de 2023 e mesmo assim as bombas de sucção do sistema de proteção de Porto Alegre não passaram por manutenção, provocando o alagamento da capital gaúcha.
“Aquela era a hora de rever planejamentos e priorizar investimentos para a área, o que não foi feito, causando prejuízo ao povo; o Amazonas não pode repetir esse erro, principalmente depois de todos os eventos sofridos ano passado”, finalizou o deputado. Ele anunciou que no dia 13 de junho fará uma cessão de tempo ao secretário-chefe da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, onde as providências para a próxima seca serão abordadas.