O deputado Comandante Dan (Podemos) afirmou nesta terça-feira, 16, que o contingente policial do Amazonas precisa acompanhar o crescimento populacional, item em que o estado está muito defasado. Ele lançou mão dos dados da série histórica do censo populacional por estado e por cidades para mostrar a defasagem.
“Quando assumi o comando da Polícia Militar do Amazonas, em 2008, nossa tropa era de 8 mil policiais praças e oficiais, e já estava defasada, insuficiente; fizemos concurso em 2011, e na última quinta-feira (11), o coronel Vinícius Almeida, secretário de segurança pública, afirmou que a PM conta com 7 mil profissionais; na verdade nós regredimos, enquanto o Amazonas cresceu”, falou Câmara.
O deputado mostrou, com base nas informações censitárias do IBGE, que a população estadual cresceu 40% de 2000 a 2024, e que a população de Manaus aumentou, no mesmo período, 47%: “em 2000, o contingente policial amazonense era de 8 mil integrantes e agora estamos com uma quantidade menor, indo na contramão de tudo”.
O parlamentar declarou ainda que não há sensação de segurança sem o correto patrulhamento policial e defendeu a contratação dos cadastros reservas dos concursos válidos das forças de segurança, o chamamento de policiais da reserva, conforme previsto em lei e a concessão da data-base: “faltam cinco dias para o governo anunciar a data-base das forças de segurança, na PM cada policial trabalha por dois, já que a tropa prevista é de 15 mil, enquanto a real possuem 7 mil, e não se anuncia data-base há quatro anos, isso é cruel”.
Dan Câmara também fez comparativos aos contingentes da polícia civil e dos bombeiros militares: “não domino os números, mas tenho certeza que a defasagem pode ser ainda maior; imaginem um estado com 1,5 milhão de quilômetros quadrados de florestas, que passou o que passou nos últimos anos, com apenas 1 mil bombeiros?; todos os serviços públicos essenciais, saúde e educação, aumentaram suas redes de atendimento e seu quadro de profissionais, e concederam data-base em 2023, a segurança pública não, o combate à violência passa pela ampliação e boa remuneração das forças policiais, dos agentes responsáveis pela aplicação da lei”.