A Polícia Civil do Amazonas revelou novos detalhes sobre o caso do sequestro da bebê Ayla Sofia, de apenas 21 dias, ocorrido em Manaus. Durante coletiva de imprensa, o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que, além do sequestro da criança, a mãe foi dopada e sofreu abuso sexual enquanto era mantida em poder dos criminosos.
Segundo o delegado, a mulher foi atraída até uma residência por Jaqueline, uma das investigadas, sob a promessa de receber doações de fraldas para a recém-nascida. No local, ela recebeu um copo de refrigerante adulterado e perdeu os sentidos.
De acordo com as investigações, ao despertar, Jaqueline teria informado falsamente que homens armados invadiram o imóvel e levaram a bebê. Posteriormente, a vítima foi colocada em um veículo e levada para o bairro Compensa, onde permaneceu sob o controle dos suspeitos durante toda a noite.
Ainda conforme Ricardo Cunha, por volta das 4h da madrugada, a mulher ficou na companhia de Wesley, apontado como um dos envolvidos no crime. Segundo o delegado, ele praticou violência sexual contra a vítima enquanto ela ainda apresentava sinais dos efeitos da substância utilizada para dopá-la.
A vítima permaneceu em poder dos criminosos por aproximadamente 13 horas, entre o fim da tarde e a manhã do dia seguinte. Ela foi encontrada por um mototaxista, que percebeu seu estado de debilidade e a ajudou a chegar até uma delegacia para denunciar o ocorrido.
Com as informações repassadas pela vítima, a Polícia Civil deu continuidade às investigações. Em menos de 24 horas, os três suspeitos identificados como Lucas, Jaqueline e Wesley foram presos.
A bebê Ayla Sofia foi localizada com vida pela Polícia Militar após ser abandonada em uma calçada no bairro Compensa.
Segundo a Polícia Civil, os investigados deverão responder por crimes como sequestro, cárcere privado, subtração de incapaz e violência sexual. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.