Em meio ao crescimento urbano da Zona Norte de Manaus, uma área de floresta resiste há mais de duas décadas graças à mobilização de moradores e ambientalistas. O Parque Estadual Sumaúma surgiu para proteger um dos últimos grandes fragmentos de mata nativa existentes na região mais populosa da capital.
A luta pela preservação começou no início dos anos 2000, quando a comunidade se uniu para impedir invasões e o avanço do desmatamento. O esforço resultou na criação oficial do parque em 5 de setembro de 2003, tornando-se a primeira unidade de conservação de proteção integral totalmente localizada dentro da área urbana de Manaus.
Com mais de 52 hectares de floresta amazônica, o espaço abriga espécies importantes da fauna e da flora regional. Entre elas está o sauim-de-coleira, primata ameaçado de extinção e encontrado apenas na região de Manaus.
Além da biodiversidade, o parque desempenha papel fundamental na preservação de recursos hídricos, protegendo nascentes que alimentam um importante afluente do Igarapé do Mindú.
Embora tenha sido referência em educação ambiental, pesquisa científica e visitação, o Parque Estadual Sumaúma permanece fechado ao público desde o período da pandemia. Ainda assim, continua sendo um dos maiores símbolos da preservação ambiental dentro da capital amazonense.