Internado em hospital particular sob forte esquema de segurança em Brasília, Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como "Fuminho", foi transferido para uma cirurgia considerada necessária por questões de saúde, mas não emergencial. O procedimento aconteceu na tarde de domingo (17), e a região central da capital federal foi isolada para garantir a segurança, com pelo menos 200 policiais mobilizados.
Fuminho, detido na Penitenciária Federal de Brasília, retornou à unidade logo após a realização do procedimento. Ele é apontado como braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo um dos principais elos da facção no tráfico internacional de drogas.
Famoso por ter fugido da Casa de Detenção de São Paulo em 1999, Fuminho só foi recapturado em 2020 em Moçambique, após 20 anos foragido. A prisão contou com ação conjunta da Polícia Federal brasileira, autoridades moçambicanas, DEA americana e Itamaraty. Investigações da Operação Mafiusi revelaram que o PCC chegou a planejar um resgate avaliado em US$ 2 milhões na tentativa de libertar Fuminho.
O traficante cumpre pena de 26 anos em regime inicial fechado e já realizou atividades para reduzir sua pena, como cursos profissionalizantes, aulas de inglês, leituras e conclusão do ensino fundamental. Fuminho também esteve envolvido em planos da facção para tentar resgatar Marcola da Penitenciária Federal de Brasília, que está preso desde 2019.