Manaus PRISÃO EM MANAUS
Seis PMs presos em flagrante com cerca de 3 toneladas de drogas descarregadas de lancha em Manaus
Operação da Rocam flagrou policiais e tripulantes no bairro Tarumã, Zona Oeste; carga avaliada em milhões foi apreendida e caso segue no DRCO
27/02/2026 15h02
Por: Danilo Andrade
Foto: Rafa Braga/Radar Amazônico

Manaus, AM – Uma operação das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) resultou, na tarde desta quinta-feira (26), na prisão de seis policiais militares e cinco tripulantes civis suspeitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Eles foram flagrados desembarcando cerca de três toneladas de entorpecentes de uma balsa/lancha no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital amazonense.

A carga, composta principalmente por maconha prensada e possivelmente outras substâncias, foi apreendida no local e encaminhada ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde o inquérito prossegue. Os policiais — entre cabos e sargentos — não estavam em serviço oficial no momento da abordagem, e a ação revela possível infiltração do crime organizado em estruturas de segurança, facilitando o transporte fluvial de drogas na Amazônia.

De acordo com fontes policiais e coberturas do G1 Amazonas, A Crítica e Radar Amazônico, a equipe da Rocam interceptou o grupo durante o descarregamento, dando voz de prisão em flagrante. A PM-AM emitiu nota afirmando que “não tolera desvios de conduta” e que os envolvidos responderão administrativa e criminalmente, com afastamento imediato. A Corregedoria da corporação acompanha o caso, que pode resultar em expulsão dos agentes.

O episódio ocorre em um momento de alta apreensão de drogas no estado — fevereiro já superou 11 toneladas capturadas em operações integradas —, mas também expõe vulnerabilidades no combate ao tráfico organizado, que usa rotas fluviais para abastecer Manaus e o interior. A sociedade manauara cobra rigor na investigação para identificar redes maiores e restaurar confiança na Polícia Militar.

O Portal Oamazones segue acompanhando: transparência e punição exemplar são essenciais para combater a corrupção que alimenta o crime na Amazônia.