A monarquia britânica enfrenta sua maior crise em décadas com a detenção histórica de Andrew Mountbatten-Windsor, ocorrida nesta quinta-feira (19). O ex-membro da realeza passou cerca de 11 horas sob custódia policial no Reino Unido, sendo liberado no final da noite, mas permanecendo sob investigação rigorosa.
A prisão foi motivada por suspeitas de má conduta no exercício de função pública, crime que, no Reino Unido, pode acarretar penas severas, incluindo a prisão perpétua. A investigação foca no período em que Andrew atuou como representante especial para o Comércio Internacional. Documentos recentes do Departamento de Justiça dos EUA sugerem que ele teria enviado relatórios governamentais confidenciais ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019.
Durante a operação, a polícia realizou buscas em propriedades vinculadas ao ex-príncipe, incluindo a Royal Lodge, em Windsor, e endereços em Norfolk. Em nota, o Rei Charles III manifestou apoio ao trabalho das autoridades, reforçando que "a lei deve seguir seu curso". Andrew, que perdeu seus títulos reais em outubro de 2025 devido ao desgaste de sua imagem, nega todas as acusações.