Manaus CASO ORELHA
Centenas de pessoas ocupam a Ponta Negra em manifestação por justiça ao cão Orelha
Ato em Manaus integrou mobilização nacional contra a crueldade animal; manifestantes cobraram punição rigorosa a adolescentes suspeitos de matar cão comunitário em Florianópolis.
02/02/2026 07h55
Por: Danilo Andrade
(Foto: Junio Matos)
Manaus – Centenas de pessoas, entre ativistas da causa animal, tutores e cidadãos indignados, reuniram-se no Anfiteatro da Ponta Negra neste domingo (1º de fevereiro de 2026). A manifestação, denominada "Justiça por Orelha", teve como objetivo cobrar a responsabilização dos envolvidos na morte brutal de um cachorro comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, além de exigir leis mais rigorosas contra maus-tratos no Brasil. 
O caso do cão Orelha, que foi espancado e torturado — supostamente por um grupo de adolescentes de classe média alta —, gerou uma onda de revolta nacional que culminou em atos simultâneos em diversas capitais, como São Paulo e Belém. Em Manaus, os participantes vestiram camisetas pretas em sinal de luto e levaram cartazes pedindo o fim da impunidade para crimes contra animais. Lideranças locais, como a deputada Joana Darc, participaram do ato reforçando a necessidade de fortalecer a Lei Sansão, que prevê reclusão para quem maltrata cães e gatos. 
A Polícia Civil de Santa Catarina continua as investigações e já cumpriu mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Enquanto o processo avança, o movimento "Justiça por Orelha" segue mobilizando as redes sociais e as ruas para garantir que episódios de crueldade não fiquem sem a devida punição judicial.