Política

Manaus, o dia em que até a segurança pública teve medo

Qualquer semelhança com o Rio de Janeiro não é mera coincidência, é realidade! A replicação do que sempre vimos na Cidade Maravilhosa pela TV se transferiu para as nossas vidas simplesmente por negacionismo de um governo que não investe, valoriza o policial e faz “vista grossa” para proteger a população. Quem lembra? Em 2019 Manaus foi eleita a terceira cidade mais violenta da Região Norte e a sétima entre as capitais do País, segundo o Atlas da Violência (2019). Esse “título” não é à toa! E pelo o que estamos vendo não evoluímos. 

A matemática dos erros, que o PlantãoAM vai descrever logo mais abaixo, com o resultado que você infelizmente já sabe, resume-se à falta de tato e vontade de quem deveria ter a obrigação de deixar a população tranquila. A desconfiança de todos os amazonenses com a alta cúpula da Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) em uma suposta ligação com o crime organizado volta a pairar novamente na cabeça de todos. Passaram-se dois anos que a atual gestão está à frente da SSP e o crime só aumenta. Que moral Bonates e Wilson Lima têm na segurança? 

Ligações duvidosas 

À frente do comando maior da SSP-AM: Louismar Bonates. Um coronel flagrado em escutas (autorizadas pela Justiça) pela Polícia Federal conversando com investigados de fazer parte de um grupo de extermínio formado por policiais militares. Em 2015, nas investigações da Operação La Muralha, da PF, Bonates teria feito um acordo com um dos chefes de uma facção criminosa para diminuir as mortes no sistema prisional, conforme apontam o Jornal Nacional e veículos de comunicação como a Folha de São Paulo

Depois disso, o que mais vimos foi o recrutamento de jovens para o tráfico, matança em presídios, extermínios e muito medo. Estranhezas à parte, o que temos visto em Manaus e no Amazonas é a instalação de facções que agora mandam e desmandam nos bairros periféricos, assim como ocorre nos morros cariocas. O medo começa a se apresentar com assiduidade no dia a dia do manauara, resultado da falta de um bom efetivo de policiamento na rua e de políticas públicas não realizadas pelos políticos que se dizem amazonenses. 

PM fragilizada  

Essa nudez da polícia foi vista por cada cidadão. Foi só ir às ruas, neste domingo e nesta segunda-feira, que a falta do efetivo da polícia foi completamente exposta. São quase 10 mil policiais e quase 2 mil em férias, licença e fazendo a proteção de prédios públicos e autoriedades, de acordo com oficiais ouvidos pelo PlantaoAM. Um déficit de quase 5 mil policiais para defender os pouco mais de 4 milhões de moradores em todo o estado.  É lamentável assitir o vídeo de dois PMs do Careiro Castanho. Com a fisionomia cansada, abatida, uma policial militar gravou um vídeo para denunciar que a delegacia da cidade foi metralhada, a prefeitura foi incendiada e a cidade só contava com eles dois e um guarda municipal.

A somatória do prejuízo e do medo começa daí. As bravatas ditas pelos líderes deste  governo e das gestões passadas ou de programas criados com o objetivo de eleger governantes – como foi o Ronda no Bairro – não passaram de “propagandas eleitorais” para ganhar o seu voto. 

Vale perguntar. Cadê as câmeras do antigo Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) ? Cadê o concurso público para aumentar o já cansado efetivo da PM? 

Enquanto isso… 

Uma suposta carta aberta do Comando Vermelho (CV), propagada pelas redes sociais, insinuando que Bonates recebia propina para o governo fazer “vista grossa” não pode ser descartada, precisa ser investigada por policiais sérios. Essa suposta carta afirma que a milícia é “comandada pelo secretário de segurança pública” e que “Dadinho”, morto pela PM, e pivô dos ataques terroristas, deu R$ 600 mil e 1.400 gramas de ouro em joias a essa milícia para ser liberado de um flagrante. A negociação teria ocorrido em um shopping da capital. Após isso, “Dadinho” ameaçou denunciar a Rocam e Bonates para a corregedoria e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM). 

Não deu tempo. Resultado?! O criminoso acabou sendo morto em ação da PM, um dia antes de o Amazonas “lombrar” – gíria dada pelos marginais quando o presídio entra em conflito. 

Um governo que se afunda na lama da corrupção. Uma segurança comandada por um  líder duvidoso que chama de “vagabundo de esquina” os que nos mantém presos em casa e incendeiam nossos patrimônios, mas não consegue cessar os ataques. O reflexo desse espelho é a falta de moral e chacota que os criminosos fizeram com o governo. 

Com pouca Inteligência, ou nenhuma, da SSP-AM e de quem comanda ela, seguimos amedrontados e em pânico em meio a uma pandemia que também segue nos matando.

*Por Plantaoam.com.br

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