Bastidores do Poder

Diante de colapso, Eduardo Pazuello volta a Manaus pela 3ª vez em um mês

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a Manaus nesta sexta-feira (12), para acompanhar o enfrentamento à crise sanitária instalada no Amazonas. Essa é a terceira vez que Pazuello cumpre agenda na capital amazonense no intervalo de um mês.

Pazuello desembarcou na capital na noite desta sexta. O governador Wilson Lima publicou uma foto, nas redes sociais, afirmando já que se reuniu com o ministro para alinhar a execução do “Plano de Aceleração da Vacinação na Amazônia”, que deve começar pelo estado. A agenda de Pazuello ainda não foi divulgada.

O ministro é alvo de inquérito da Polícia Federal que investiga se houve omissão dele em relação ao colapso no Amazonas.

Ele esteve em Manaus no dia 13 de janeiro e voltou a Brasília, um dia antes da capital vivenciar cenas de caos por falta de oxigênio nos hospitais. Ele voltou no dia 23, após pedido de investigação sobre sua conduta diante da crise.

O estado enfrenta a segunda onda da Covid-19, e alcançou tristes recordes de mortes, casos e internações por Covid no mês de janeiro. O sistema de saúde entrou em colapso por superlotação e falta de oxigênio, e pacientes com Covid estão sendo transferidos para atendimento em outros estados.

Até esta sexta (12), mais de 9,7 mil pessoas morreram com Covid no Amazonas, desde o começo da pandemia.

Pazuello chegou em Manaus na noite desta sexta, por volta de 21h. Segundo assessoria, ele deve cumprir agenda na capital amazonense até quarta-feira (17).

Ele anunciou, por meio de assessoria, que fará reuniões com o governador Wilson Lima, prefeitos, visitará as obras das usinas de oxigênio e supervisionará as equipes do Ministério da Saúde que prestam apoio, por exemplo, à transferência de pacientes para outros estados.

Esclarecimentos no Senado

Eduardo Pazuello foi convidado a prestar esclarecimentos no Senado, nesta quinta-feira (11), sobre vacinação e medidas adotadas contra a Covid-19.

Cobrado por explicações sobre a situação no Amazonas, Pazuello disse que, em nenhum momento, no documento do dia 8 de janeiro, falou-se em “falta de oxigênio”. E fez o seguinte comentário sobre o que é apontado no relatório:

“Rede de gases são os tubos de gases e não o oxigênio que vai dentro. Pressurização entre o município e o estado é regulação entre um e outro”, disse.

O relatório da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) citado pelo ministro traz as seguintes informações: “Foi relatado um colapso dos hospitais e falta da rede de oxigênio. Existe um problema na rede de gás do município que prejudica a pressurização de oxigênio nos hospitais estaduais”.

Também sobre Manaus, o mesmo documento aponta “dificuldade crítica nos respiradores (oxigênio) dos Hospitais da Rede de atendimento Covid-19”.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) criticou a explicação de Pazuello, que, segundo o parlamentar, não é verdadeira.

“Desculpe-me, esse relatório que falou de rede pressurizada entre município e estado com relação a oxigênio — essa rede não existe, ministro, essa rede não existe. Portanto, não é possível dizer que a falta de oxigênio no Amazonas foi em função de falta de pressão entre redes inexistentes. Isso não é verdade”, protestou Braga.

O senador disse também que, no combate à crise em Manaus, “não foi feito tudo que poderia ser feito”.

Inquérito

Pazuello é alvo de inquérito que investiga se houve omissão do ministro em relação à crise sanitária no Amazonas. Na semana passada, ele prestou depoimento à Polícia Federal.

O inquérito foi aberto por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

No pedido do inquérito, a PGR argumentou que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre um possível colapso do sistema de saúde na capital do Amazonas ainda em dezembro, mas só enviou representantes ao estado em janeiro deste ano.

Com dados de G1

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