Política

‘Quem mentir sairá preso’ exige Wilker Barreto sobre depoimentos da CPI da Saúde

Depoimentos contraditórios nas oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde irritaram o deputado Wilker Barreto (Podemos) e hoje, 16, ele propôs que depoentes que faltassem com a verdade fossem presos. A declaração foi feita na sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Para o deputado da oposição, os depoentes desrespeitam à Casa Legislativa quando mentem e pediu ao presidente da comissão, Delegado Péricles (PSL), dê voz de prisão para quem for pego na mentira. “Acho que nós temos que mandar um recado muito duro para os próximos depoentes. Quem mentir, sairá preso, acabou a paciência. Ficamos horas perguntando do depoente, que nega fatos, e no final temos que mostrar que ele está mentindo através de documentos e fotos. Essa Casa não pode ser desrespeitada”, disse Barreto da tribuna da Assembleia.

Risco de algema

O último depoimento foi do presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), Bráulio da Silva Lima, realizado na tarde de ontem, 15. Questionado se conhecia a jornalista Carla Pollake, Bráulio lima negou e, em seguida, a CPI apresentou uma foto que mostrou um ao lado do outro em uma reunião do projeto “Anjos da Saúde”, publicada pela própria Agência.

E o deputado Wilker Barreto lembrou do episódio do depoimento de Bráulio Lima, na quarta-feira, em seu pronunciamento. “Ontem, o depoimento do presidente da Aadesam já caberia voz de prisão por falso testemunho. Temos que mostrar fotos desmentindo, claramente, um depoimento que ocupa uma função pública e nega de forma descarada para uma comissão que representa esta Casa. Está ficando cansativo”.

Pode prender

Por meio de assessoria, o deputado Péricles esclareceu que a CPI tem o poder de dar a voz de prisão, apesar de não ter usado ainda desse recurso.

Atualmente, a comissão investiga as irregularidades em contratos firmados entre a Secretaria Estadual da Saúde e as empresas que prestaram serviços no hospital de Campanha na Universidade Nilton Lins. Nas semanas anteriores, os parlamentares apuraram as irregularidades na compra dos respiradores em uma loja de vinhos, que hoje está a cargo da Polícia Federal, que deflagrou a Operação Sangria, em junho.

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