Política

Presidente da CPI da Saúde diz que Susam mentiu o número de atendimentos no hospital de campanha

O presidente da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) da Saúde, deputado Delegado Péricles (PSL) disse que o governo do Amazonas “mentiu” em nota oficial ao informar que prestou mais de 1.800 atendimentos no hospital de Campanha na Nilton Lins, desativado na quinta-feira, 16, após 90 dias de funcionamento.

Enquanto a Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam) divulgou mais de 1.800 atendimentos, em 90 dias, a CPI possui dados de que foram 388 nesse período. O número 4,6 vezes inferior, é embasado em uma lista com os nomes dos atendidos, segundo o presidente. “Nós temos uma lista inclusive, com os pacientes que foram atendidos pelo Hospital Nilton Lins, 388. Fiquei surpreso na sexta-feira, 17, quando eu vi essa informação do Governo do Estado de que atenderam 1.800 pacientes no hospital Nilton Lins”.

“Pelas informações que nós temos, pelo documento que nós temos aqui, isso é mentira!  Não procede.  Não foram atendidos, infelizmente, 1.800 pacientes no hospital Nilton Lins, apesar de ter capacidade para isso, mas por falta de planejamento, falta de estrutura e por outras razões que nós estamos apurando aqui, não chegamos a esse número. O número exato de paciente atendidos lá, que nós temos a lista aqui, foram de 388”, esclareceu o deputado Delegado Péricles.

O deputado Dr. Gomes (PSC) chegou a cogitar que o número publicado pela Susam era referente aos procedimentos e não a quantidade de pacientes atendidos. Sobre a hipótese levantada pelo deputado governista, o deputado Serafim Corrêa (PSB) disse que a intenção da Secretaria era dizer que mais de 1.800 pessoas receberam atendimento médico no local, em 90 dias, portanto merece um esclarecimento.

Versão da Susam

A reportagem entrou em contato com a assessoria do governo para saber se houve um equívoco no número de atendimentos divulgados no hospital de campanha da Nilton Lins, nos três meses em que esteve ativo, mas até o fechamento dessa matéria não obteve resposta.

No momento, a CPI da Saúde investiga as possíveis irregularidades cometidas pela Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas quanto aos contratos com as empresas que prestaram serviço no hospital de campanha no auge da pandemia do novo coronavírus.

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