Amazonas

Partilha de bens pode ter motivado morte do empresário ‘Paulo Net’, afirma polícia

A mulher que foi presa em Manaus por atirar na cabeça do ex-companheiro, após o término do relacionamento, afirmou em depoimento à polícia que o disparo foi acidental. A jovem de 24 anos e a vítima terminaram o relacionamento um dia antes do crime e teriam discutido pela partilha dos bens, segundo a polícia.

“Em depoimento, ela afirma que esse disparo foi acidental, porque teria havido uma discussão entre eles que acabou em vias de fato”, afirmou o delegado Charles Araújo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

A vítima Paulo Roberto Moraes Teixeira Júnior, de 29 anos, era dono de uma empresa de instalação de internet, conhecida como ‘Paulo Net’, e foi atingido na região na nuca. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

“Ela diz que esteve no local para retirar suas coisas, porque moravam juntos há algum tempo. Durante esse tempo que ela esteve lá, eles tiveram uma discussão. Ela então pegou essa arma de fogo, segundo ela com a intenção de se defender, embora até o momento não tenhamos nenhuma comprovação de que a vítima a teria agredido. Nessa discussão, travaram uma luta corporal e a arma teria disparado acidentalmente”, disse.

Segundo o delegado, a polícia deve fazer exames de perícia para investigar a versão da mulher. No entanto, o delegado diz que a investigação acredita que tenha sido um crime premeditado e que a motivação foi passional.

“Nós não descartamos fazer a reconstituição dos fatos, para dirimir essas dúvidas que ainda pairam, se houve mesmo essa discussão com vias de fato ou se ela deliberadamente atirou contra a vítima”.

Câmeras de segurança

O delegado afirmou que solicitou as imagens do circuito de câmeras para fazer uma análise. A mulher confessou ter desligado o sistema de câmeras após o crime.

“Em depoimento, a suspeita afirma que tinha desligado as câmeras após o ato criminoso. Ela teria desligado depois de ter realizado o disparo de arma de fogo. E isso nós vamos ter maior certeza no momento em que tivermos realizado exame pericial, nós vamos saber se ela desligou antes ou depois”, disse.

Crime

A irmã do empresário, Roberta Teixeira, contou ao G1 que ele conheceu a mulher na empresa e, então, eles começaram a namorar. Segundo a irmã do empresário, a ex-companheira foi até a casa da vítima, na tarde de sexta, e disse que queria conversar com ele. Horas depois, a família foi informada de que ele havia sido baleado.

A DEHS informou que Paulo Roberto foi socorrido para o Serviço de Pronto-Atendimento (SPA) do Galileia. Pela gravidade do ferimento, ele foi transferido para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, onde não resistiu e faleceu na madrugada de domingo (7).

Ainda segundo a irmã da vítima, a suspeita do crime fugiu e não foi mais vista. Após a morte, a DEHS solicitou um mandado de prisão em nome dela. Por volta de 17h desta segunda-feira (8), ela se apresentou na delegacia acompanhada de advogados.

*Com informações de G1Am

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