Amazonas Polícia

Operação Arrocho da Lei é deflagrada e prende policiais que roubavam drogas de facção, no AM

O Ministério Público do Estado do Amazonas, pelo GAECO – Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado deflagrou, nesta quinta-feira (6), a operação Arrocho da Lei, que cumpriu 4 mandados de Prisão Temporária e 10 mandados de Busca e Apreensão pessoais e domiciliares.

A operação foi deflagrada pela suspeita de envolvimento de policiais no tráfico de drogas, que teriam roubado drogas de traficantes, prática conhecida como “arrocho”. Os acusados teriam agredido e ameaçado membros da facção Comando Vermelho para que entregassem mais de meia tonelada de drogas.

O material apreendido também foi encaminhado ao MP/AM.

Coletiva de Imprensa

Um ex-policial militar, um investigador e um coronel da PM, foram presos suspeitos de integrarem uma milícia que roubava drogas de traficantes para recolocá-las no mercado para lucro dos próprios agentes. Outro suspeito não foi encontrado.

As investigações iniciaram após a descoberta de que os policiais estavam envolvidos em uma série de mortes que ocorreram no início deste ano na capital, como explica o promotor Armando Gurgel: 

“Pelo mês de janeiro e fevereiro nós tivemos alguns episódios de homicídio com as vítimas sendo expostas com cartazes dizendo que a polícia sabia, que o Ministério Público sabia que havia uma série de “arrochos” acontecendo, que significa a atuação de policiais no momento da prisão de traficantes, realizarem a extorsão de valores ou subtração de drogas ou para realizar a para fazer voltar a circular a droga, portanto uma traficância também”.

Pouco tempo depois, a denúncia de que um grupo de policiais teria invadido uma residência e roubado vários aparelhos eletrônicos, afunilou ainda mais as investigações sobre o caso. Mais tarde, as “vítimas” confessaram que roubaram não só celulares, mas também meia tonelada de drogas do imóvel. Na ocasião, os agentes fugiram levando o material e ninguém foi preso. 

As diligências prosseguiram e o rastreamento de um dos celulares roubados levou a polícia ao endereço de um ex-PM que havia participado da invasão e do roubo.

O mesmo também fazia parte de um Tribunal do Crime e teria, inclusive, participado da morte do delegado Oscar Cardoso. No aparelho foram encontradas diversas ligações para outro membro da organização, que é coronel da PM.

A partir daí os investigadores começaram a monitorar o grupo e desvendar outros envolvidos, como um policial militar que está  na ativa atualmente.

A Justiça expediu quatro mandados de prisão temporária dos quais três foram cumpridos hoje. O quarto alvo está desaparecido e o MP não descarta que ele possa ter sido eliminado pela própria milícia como queima de arquivo. 

Segundo o MP, os milicianos têm braços no alto escalão da polícia, o que torna a organização ainda mais perigosa:

“Policiais estão procurando fazer da sua profissão hora extra e se dedicando agora a serem traficantes ou serem faccionados, disputando com traficantes”, ressalta Armando.

A polícia investiga outras pessoas que possam fazer parte do grupo e a operação deve ter outros desdobramentos. 

Foto: Portal do Holanda

*Com informações da Assessoria

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