Dia a dia

”Não investigar os gastos na maior pandemia dos últimos 100 anos é negligência e omissão da Aleam”, declara Wilker após Senado aprovar CPI da Pandemia

A instauração da CPI da Pandemia no Senado Federal, na próxima semana, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, para investigar a responsabilidade do Governo Federal na pandemia, promete aflorar o questionamento sobre a ‘CPI da Pandemia’ na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que segue engavetada desde a data do protocolo (16 de março). Os deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do Podemos, são os autores da proposta.

Parada no tempo e com apenas duas assinaturas, a CPI amazonense, protocolada para investigar os gastos dos recursos federal e estadual feito pelo governo Wilson Lima na pandemia, fez Wilker voltar a questionar a falta de adesão dos demais parlamentares e citou a medida assertiva do Ministro do STF.

“O ministro norteou três princípios base para uma CPI: as assinaturas, o fato concreto e o período. O fato ninguém discute, o Amazonas sofreu uma calamidade pública com repasses quase na casa de bilhões. Faltam seis assinaturas para termos o quórum mínimo de oito, e não acredito que seis colegas não vão assinar. Não investigar os gastos na maior pandemia dos últimos 100 anos é negligência e omissão da Aleam”, declarou Wilker.

O parlamentar mostrou ser contra os argumentos de colegas da base governista. Alguns afirmam não ser necessário uma CPI no momento de surto pandêmico. “Quer dizer que não pode uma CPI, mas o governo pode fazer o que quiser? Eu entendo que é possível construir alternativas para o enfrentamento da Covid, ao mesmo tempo que devemos investigar para onde foi o dinheiro do povo. Quando você investiga, você está tolindo qualquer tipo de novo delito. Não esqueçamos dos respiradores comprados na loja de vinho e das mortes por falta de oxigênio”, lembrou.

Nova reunião sobre a 3ª onda

Membro da Comissão de Saúde da Aleam, Wilker solicitou em caráter de urgência uma nova reunião com os gestores da Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) e Secretaria de Saúde do Município (Semsa) para que expliquem as ações necessária para o combate da possível terceira onda da Covid-19. Na última reunião, questionamentos como o suprimento de oxigênio e kits para intubação não foram respondidos pelos representantes dos órgãos governamentais.

“Se a Semsa e a SES pediram semanas para trazerem essas respostas, eu estou severamente preocupado. Segundo os estudiosos, a nossa janela de tempo está se exaurindo. O que eu quero ponderar é que na apresentação da SES não consta o que falta hoje no Brasil: o oxigênio. Isso me preocupa. Precisamos ouvir da boca de alguém do governo que tudo está se encaminhando para ficarmos tranquilos”, finalizou.

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