Amazonas

Governo do Amazonas para superou óbitos em ambulâncias para transferir pacientes com covid

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) obtido com exclusividade pelo GLOBO, uma servidora do Ministério da Saúde que fez parte da comitiva enviada pela pasta a Manaus às vésperas do colapso no sistema de saúde do Amazonas diz que a transferência de pacientes para outros estados foi adiada até que houvesse “óbitos em ambulância”, falta de leitos e “colapso de oxigênio”.

Uma reunião realizada entre integrantes do governo do Amazonas e do Ministério da Saúde discutiu a possibilidade de transferir pacientes com Covid-19 para outros estados no dia 12 de janeiro, dois dias antes de o sistema de saúde local entrar em colapso pela falta de leitos e de oxigênio hospitalar. Mesmo assim, a decisão de iniciar as transferências só foi tomada depois do dia 14, quando o sistema não suportava mais a demanda. Na ata da reunião, a indicação foi: “Essa decisão só será tomada em situação extremamente crítica”.

O MPF investigava a possível omissão do governo federal e estadual no episódio. No depoimento, os procuradores questionaram Paula Eliazar sobre o motivo de o Ministério da Saúde e o governo do Amazonas terem esperado o colapso do dia 14 para só então iniciar as transferências e o que significava a expressão “situação extremamente crítica”, contida na ata da reunião.

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