Política

Deputados do AM discutem se vacina contra a Covid-19 deve ou não ser obrigatória

Uma polêmica envolvendo a vacina contra a Covid-19 provocou grande movimentação nas redes sociais, depois que o presidente da República voltou a defender, nesta segunda-feira, 19, que a vacina não seja obrigatória no país. “Meu ministro da Saúde já disse, claramente, que não será obrigatória essa vacina e ponto final”, disse Jair Bolsonaro (sem partido) a apoiadores na porta do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro afirmou que, apesar de a lei que trata do combate à pandemia prever a vacinação, a palavra final será dada pelo Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello.

Divergência no Plenário

Aqui no Amazonas, o assunto ganhou destaque entre os deputados estaduais, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PRTB), se posicionou em harmonia com o Bolsonaro. Para Josué Neto, ” se ela [a pessoa] não tomar a vacina a responsabilidade é dela”. E acrescentou: “Nos últimos 45 anos nenhum cidadão, seja bebê, criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso é obrigado a tomar uma vacina”.

O deputado Dermilson Chagas (Podemos) lamentou a discussão e considerou tudo isso uma falta de respeito às vítimas da Covid-19. Chagas declarou está ansioso pela chegada da vacina no Amazonas. “A vacina sendo ou não, obrigatória, aqui no Estado, ela é uma questão de vida ou morte, não temos estudos científicos que comprovem uma recaída da Covid-19, isso sem falar das sequelas deixadas em muitos daqueles que tiveram o novo coronavírus, então, é claro que precisamos da vacina”, afirmou o parlamentar oposicionista.

Ainda segundo Dermilson Chagas, o Amazonas quer viver sem sequelas e principalmente sem Covid-19 “Muita gente por aqui não se contaminou e nem quer, aqui no estado hoje temos crianças se vacinando contra o HPV, prevendo uma situação futura. Assim como temos outras vacina já previsíveis, temos que trazer sim a vacina para que todos possam viver sem sequelas e sem covid”.

Mas nem tem a vacina

E o deputado Serafim Corrêa (PSB) classificou o Brasil como um país surreal, uma vez que se discute a obrigatoriedade ou não de uma vacina que ainda nem existe no país. “A partir do momento em que tenhamos a vacina, me parece ser sensato que todos se vacinem. Em um primeiro momento, vamos priorizar aqueles que querem ser vacinados e, no segundo momento, partir para uma campanha de conscientização e orientação. Acho que é melhor convencer pelo conhecimento do que pela força, até porque quem não se vacinar estará colocando em risco sua própria vida”, ponderou Corrêa.

Serafim, complementou dizendo que existem outras formas de obrigatoriedade sem ser pela força, “Exemplo disso, é que hoje uma criança não se matrícula em uma escola pública sem que seu cartão de vacina esteja em dia, você não consegue renovar seu passaporte, recursos humanos de empresas privadas fazem a checagem das vacinas. Enfim, existem inúmeros meios e modos, o importante é prevenir e não colocar a vida do outro em risco”.

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