Dia a dia

Denúncia: Enfermeiros de UTI Covid atuam com salários atrasados há seis meses em unidades públicas de saúde do Estado do Amazonas

A presidente do Instituto de Enfermeiros de Terapia Intensiva (IETI), Suzany Teixeira, informou, nesta quarta-feira (15/09), que ao menos 300 enfermeiros estão há seis meses atuando nas UTIs de tratamento de Covid-19 da rede estadual de saúde com salários atrasados.

Especializados em Terapia Intensiva, os profissionais do IETI trabalham desde o mês de janeiro deste ano em leitos de UTIs montados para o tratamento de Covid-19 em seis hospitais, conforme Suzany. Ela destacou que foram pagos os salários dos enfermeiros referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. “De todos esses leitos, o total de 124 , nós recebemos os meses de janeiro e fevereiro. Pendência total dos meses de março, abril, maio, junho, julho e agosto. Essas são as UTIs de Covid que nós prestamos serviço. Alguns até fecharam, como as da Nilton Lins, que fecharam a UTI. Mas ainda nos devem esses valores”, informou a presidente do IETI.

Suzany Teixeira salientou que o problema atinge outros profissionais que atuam nas UTIs dos hospitais Francisca Mendes, 28 de Agosto, Platão Araújo, Dr. João Lúcio; Maternidades Ana Braga, DOna Lindu e do Galileia, além dos prontos-socorros da Criança das zona Oeste, leste e Sul.

“Eles nos pagaram os meses até o mês de maio. então, na realidade nós estamos com três meses de atraso de todas as UTIs que nós trabalhamos. Não foi repassado ainda nada de junho, julho e agosto. E com seis meses das UTIs que são direcionadas para pacientes de Covid”, disse Suzany.

Mais atrasos

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), Graciete Mouzinho, questionou, nesta terça-feira (14/09), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), sobre o porquê dos enfermeiros contratados pela Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) estarem com salários atrasados.

Graciete informou que esteve reunida com a direção e relatou as denúncias recebidas pelo sindicato de que os profissionais da saúde que atuam na rede pública não receberam ainda o salário referente ao mês trabalhado de agosto e também sobre os atrasos no recolhimento de FGTS por parte da empresa Segeam. Ela relatou ainda que profissionais foram contratados pelo governo para atuarem na linha de frente da pandemia, depois receberam os distratos de traballho, porém até o momento não receberam verbas rescisórias.

“Eu fui na SES hoje (ontem). Até questionei esses atrasos da Segeam. Realmente, eles ainda não receberam. Estão com o FGTS atrasado, eles (empresa) estão pagando parcelado, não consta na conta deles. Esses pagamentos vêm atrasando constantemente. Fiquei sabendo também que teve um contrato de profissional de Covid. Parece também que o governo encerrou o contrato desses profissionais e até o momento o estado não fez o repasse para pagar a verba rescisória desses profissionais”, explicou Graciete.

Graciete Mouzinho salientou que o Sindpriv-AM entrará com medidas judiciais para solucionar o problema enfrentado pelos enfermeiros. “Nós vamos entrar com uma ação contra a empresa para que ela venha cumprir com essas responsabilidades no quinto dia útil e não atrasar todo esse tempo”, frisou.

Fonte: 18horas.com.br

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